quarta-feira, 27 de junho de 2007

7 versos

Tão pouco fico, triste por algo inacabado
Quando um divago sem rumo, surge vão, deambulado
Um limiar de analepse paira sobre este futuro
Como um tear a estrear, tecer um padrão no escuro
Premeditado a pensar, será que a vida não muda?
Continua, como ponto de partida deste saber empírico
Experiência que defino através de um preâmbulo lírico

terça-feira, 26 de junho de 2007

rimas de Fibonacci


eu
nós
somos
o mundo
a sobreviver
num meio a tentar ser Um
Deus nos convida
na vida
ego
sou
vou
depois
tentar a
sorte que me vê
feliz entre quem me guia
quem me castiga meu ego que me reprime
tudo o que imagino
espalho aqui
sou feliz

NOTA: isto é uma experiência minha a tentar escrever um poema com base na sequência de Fibonacci; claro que não é original, o pioneiro deve ser o vocalista dos Tool, Maynard, quando escreveu aquela musica, a Lateralus, aliás, foi nessa musica que peguei para elaborar isto;-]

domingo, 24 de junho de 2007

Solstício de Caranguejo


...no promontório comemoro o solstício
para o fumício convidei a imaginação
a inspiração colou-se junto
e em conjunto partilhámos a lição
neste verão de Caranguejo
vejo palavras soltas
quando voltas, Sol que no Zénite brilhas
iluminas as ideias dispersas
a norte do equador alimentas
de entre todo o amor que inventas
tentas em mim ideologias sem temas
ensaios, dos teus raios surgem poemas...

quarta-feira, 20 de junho de 2007

OM


absorto em pensamentos divago
deliciado com esta subtil permanência
dos três primeiros estados da consciência
gérmen de todos os sons que me rodeiam
espirito cósmico, infinito que todos desejam
ele é o corpo sonoro do absoluto
ao alimentar-me esperança é resoluto
é a ressonância fonte da energia que sinto
sinto-me confortavel nesta incerteza
viagem na relação mágica com a natureza
em simbiose com uma noção cíclica do tempo
confuso a racionalizar um pensamento
enquanto Om me conduz das trevas até à luz
da ignorância à verdade, da morte à imortalidade

"a verdade é unica embora os sábios a conheçam como muitas"

NOTA: inspirei-me em Mantras hindus neste poema, mas o que está entre aspas é um verso do Rig Veda, livro dos hinos e o mais antigo dos Vedas, que são dos textos religiosos mais antigos do mundo;

terça-feira, 19 de junho de 2007

dificuldades


quando mereces dificuldades que atravesses
é o que conheces a vingar-se naquilo que teces
o que caminhaste a cercar-te por onde passes
o que realizaste privar-te do que idealizaste
como supunhas não serás tudo o que sonhas
as realidades medonhas são tudo menos risonhas
e desafios que aceitaste, momentos desafiaste
e dificuldades na vida, sentidas porque lutaste

NOTA: esta foto foi tirada no parque natural da Baía de Fundy, no Canadá, pelo meu amigo Flores(flowerpower) que a visitou recentemente;

quarta-feira, 13 de junho de 2007

blog com tomates :-] é PREMIUM


O Blog com tomates, segundo acabei de me informar, é uma bonita inciativa que atribui prémios simbólicos quando considera um "blog com tomates aquele que luta pelos direitos fundamentais do ser humano". Ora, não sei ao certo se os meus poemas correspondem a essas directrizes, embora a mensagem que tento passar através deles reevindique de uma forma ou de outra a tal noção de liberdade, compreensão do que me rodeia, e até, o nicho metafórico ao qual chamamos PAZ, que tento espalhar aos 4 ventos. Agradeço este surpreendente reconhecimento à minha querida amiga Anabela que me nomeou: muito obrigado por vires aqui, dás-me imensa força para continuar as minhas "tempestades mentais", és um estimulo enorme!
E como não podia deixar de ser, faço aqui as minhas nomeações, premeditadas após reflexão, pois parte destes blogs apenas leio, sem coragem para um comentário à altura, mas adoro visitá-los:

amo-te Luso

Crazy moon language

Por favor amigos, ao lerem isto vão ao Blog com tomates comunicar o vosso prémio, e de seguida fazer as vossas 5 nomeações. Abraços;-)

terça-feira, 12 de junho de 2007

passado eterno?


escuto vozes do passado em forma de manuscritos
descritos, contos e fábulas e romances esquisitos
contam dias passados, conhecimentos latos de longe
os que preveram o futuro que no qual me encontro hoje
perdido entre gerações que geram paz neste confronto
o sinistro e o estranho surge em caminhos que me entranham
protegido pela sorte do amor dos seres que me acompanham

busco em morais do passado uma antevisão desta incerteza
mas não para atenuar a dor quando antecipo tristezas
a beleza dos sentidos é que se entregam a momentos
é por cada pormenor que deus existe nos sentimentos
releio ditos de outrora, funcionam como os de agora
e embora o homem de hoje se afirme em voga, moderno
o conhecimento tem raízes e o passado é eterno

quarta-feira, 6 de junho de 2007

canyoning no rio teixeira




...fomos descer o rio teixeira
escondido na serra da freita
foi encontrado por nós
jamais fariamos a desfeita
de não desfrutarmos o paraíso
e indecisos passámos um obstáculo
rapel de 25 metros era só o 1º nivel
são 2km de rio, 210 metros de desnivel
foram bastantes cataratas num só dia
aguas limpidas, piscinas, uma maravilha
é com orgulho que as mazelas exibo
e agradeço aos companheiros do trilho
proporcionaram uma overdose de convívio
faz-se em três horas, nós fizemos em sete
gozámos a paisagem exuberante
e para a próxima a experiência promete
embrenhados na vejetação luxuriante
espera por nós rio, que cá voltaremos
alcançar de novo o que prometemos...


NOTA: este devaneio é totalmente inspirado numa aventura em que participei com o Tiago, o Miguel e o Ricardito, no dia 3 de junho de 2007; como expliquei no poema=D, fomos fazer canyoning num desfiladeiro do rio Teixeira na serra da Freita, para quem se interessar por esta maravilhosa actividade=D, pode encontrar AQUI todas as vicissitudes deste maravilhoso spot em particular=D

quarta-feira, 30 de maio de 2007

...este sentir...

...neste ser, este sentir
nesse divago eterno
ser, sentir, tantas formas
mundo, o meu caderno
regras, normas, esquecidas
tantas fases vividas
frases soltas, sentidas
paixões exacerbadas
sensações momentâneas
divulgadas a soldo
por sentir as palavras
sonho ser o que moldo
rimo, falo ao meu gosto
são faces do meu rosto
exponho o que fecundo
no mundo, o meu caderno
sinto, sou tantas formas
ritmo chega a fluir
nesse divago eterno
neste ser, este sentir...

Ilda Oliveira said...
Quanta luz sou !
Serei ?
E nas longas noites
Saberei pintar a cor do Sol ?
Lembrai Sou !
Para que possas ser Luz radiante.
Se gota de lágrima sou.
Vós sereis os rostos por onde corro em compaixão.
Se gota de água sou.
Vós sereis Oceano, onde reflexos de meu ser encontrarei...
Se por vezes em vosso contínuo caminhar encontrares quem não pense ou sinta como “Vós”.
Que importa !

segunda-feira, 28 de maio de 2007

malta a buçacar na fonte fria


...por vezes a poesia é um som ou um determinado momento, um ritmo que o corpo sente mesmo que não queira, no limiar das melodias que partilhamos em grupo para conforto individual, e a sinergia resultante converge para um vortex de ideias improvisadas pelo momento, que neste caso foram parar a um video...

sexta-feira, 25 de maio de 2007

natureza mundana


...subentendido ansião no meio do que nos rodeia, Deus, sinais que nos avisam, sobre a inconsciência ecológica com que os humanos desprezam o chão que pisam. Ideais nos confundem, cada ser deixa o seu traço, lembro-me de que a matéria em estado puro vem toda do mesmo espaço. A razão vem da alma, transformação é uma limpeza, "o amor é a causa do movimento da natureza", quando o disse, Platão, não imaginava esta incerteza, tantos anos passaram e o saber que nos transmitiram desperdiçado pelo progresso, o que antes era sentido é agora esquecido e obsoleto. Esta Terra redonda, já foi plana e centro do universo, agora está quadrada, transformada por empresas que passam a ideia errada, utlizamos recursos numa sociedade, ignora que na natureza é que se encontra a liberdade. Nesta mundana prisão, destróis a Terra interiorizando-te na civilização, matas quem te liberta, morrerás aprisionado na solidão...

quinta-feira, 24 de maio de 2007

o coração?!!!

tanta coisa que sente, o coração polivalente
que aguça os sentidos, perde-se em raciocínios
ao despertar curiosidades, vãos sentimentos
que são sementes de dor, da felicidade e magia
a saudade e a tristeza são as raízes da alegria
desaparecem emoções frageis demais para sentir
outras solidificam, assimilada energia
tantas vezes sentida, numa visão caleidoscópica
enaltece o amor mas fomenta também o ódio
no pódio dos sentimentos a alteração é constante
amamos o que não conhecemos, detestamos
apenas quando amámos antes
e entre sonhos distantes, realidades tão perto
o coração descoberto... um paraíso alcançado

sexta-feira, 18 de maio de 2007

no silêncio da noite


entorpeço no silêncio da noite
enquanto um ritmo deambula na mente
não tenho outro remédio
senão o de combater o tédio
sigo atento a ressonância
de palavras soltas que me unem
em seus significados
sou uma incognita, uma nuvem
em breve desapareço
sumo daqui, porêm antes
palavras minhas amantes
chovo do que lhes peço
um poema simples sem nexo
e no silêncio da noite
de complexos me despeço

Ana said...
Dispo-me de mim e visto-me de sonhos,
nessa noite.
Como queria ser sombra,
ser uma nuvem rosada
com sabor a algodão doce,
amar aquele que me abraça durante o sono,
ser a voz acetinada dos seus lábios.
Como queria ser noite perdida no brilho desse olhar imaginário...

quinta-feira, 17 de maio de 2007

alma!!!?


alma ascende ao paraíso nos sonhos
liberta o pranto acumulado em seus olhos
então regressa à fugaz realidade
há-de alcançar a paz no pesadelo
constrói-se a alma ao vivê-lo
frustrados porque nem todos
cuidam do mundo com zelo
alma maior é um Deus
não é desculpa pra guerras
lutar por terras, herege
e condenar, sacrilégio
filhos duma mesma alma
instruimos a nossa
neste colégio forjado
cinge a alma a uma fossa
manipulada pela ganância
valores morais são esquecidos
enquanto a alma envelhece
espera o concílio dos Deuses
chegar a tudo o que sonha
mas tudo o que supunha...
sonhar é a alma estar lucida

sexta-feira, 11 de maio de 2007

...vento...


pelos ares ventos brandos penteiam
vastas plantas que semeiam
raízes do seu poder
espalham vida no espaço
vêem vida crescer
aos pés do seu regaço
crio o meu laço
é um prazer poder ser
o que em mim cresceu
caí do céu, abençoado
devolvendo a lição estudada
com o viver que me mata...ensinando

terça-feira, 24 de abril de 2007

subindo a montanha


desejos gritam pra serem realizados
enquanto são condenados por passos dados
uns em falso noutros em mim tropeço
um desassossego sem nexo
quando subo a montanha
só, com quem me acompanha
ritmo pulsa inconstante
há sempre algo que atrase
sonhos perto do cume
e o coração na base
sorte que me protege
instinto nem que o negue
é ele quem eu persigo
decisões que dão o mote
do sopé até ao topo
no meio fico um pouco
não tenho pressa nem tempo
acompanhado, sozinho
feliz com o que me contento
a vida está no caminho

NOTA: a foto(cortesia google) é de um vale maravilhoso, no Parque nacional de Ordesa y Monte Perdido em pleno coração dos Pirineus.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

o caça sonhos


ia ali a passar e olhei
mais uma pedra encontrei
nem queria acreditar que merecia
tive um pressentimento
pus o que achei ao bolso
um caça sonhos
ironia
continha algo com que tinha sonhado
ainda melhor
era bom mel
isso nao tinha imaginado
sou um escravo da sorte
acho sempre com espanto
e entretanto sem tempo
vou-me entretendo
um tanto...surpreendido

quarta-feira, 4 de abril de 2007

ensaios


ensaios, parcos projectos da mente para o papel
enquanto um carrossel de ideias entorpece
acontecem-nos sempre, umas cedo recusadas
outras seguem em frente, entre projectos gorados
haverá uma diferente, é registada
num momento guardada, e mais tarde recordada
como fonte de algo, de ensaio a projecto
e no trajecto desencadeia algo que a reforça
mostra um elo de ideias num compromisso sem tema
enquanto aguardam algo mais
...são um poema

quarta-feira, 28 de março de 2007

passos


tantos dias passados
passos dados, sentidos
de momentos partilhados
corações sincronizados
na mesma frequência
eloquência inata
quando a alma está grata
por vivermos em grupo
um apupo ao sistema
que coordena capitais
nada trás de novo
aos ideais do povo,
paz amor e magia
contra a guerra sombria
lutamos, sobrevivemos
também amor partilhamos

sexta-feira, 23 de março de 2007

inspiração antiga


Acorda lá, poeta da hipocondria e rói a corda. Se não és profeta, és tristeza, não melodia. Senta-te à mesa e sái da borda do precipício. A magia foi convidada, e a imaginação, pra um fumício privado, qualquer dia. Se não acordas não estás preparado, sem energia destes aromas, até sem corda és enforcado, pela angústia e esses comas sociais. Pela a agonia provocada pelo silêncio e tudo mais. E a essência aromática da paz imaginativa é mais uma vez desperdiçada, sem paciência, pela apática narrativa!

2002

existência


Só quero continuar a fazer o que me apetece, derivando neste mar que o destino tece.
A temática acrobática desta vida que é um circo, envolta numa problemática para a qual eu já não sirvo. A confusão apoderou-se da frágil identidade sem um dogma nem cultura, à procura da verdade procurando a existência. Seremos todos palhaços ou a vida é uma coincidência?
Sou um surfista do destino, apanho ondas sucessivas, esperando a ideal que traçará o meu caminho.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Primavera


Dia Mundial da poesia, o céu que brilha.
A Terra, tudo ilumina, novas cores que veste,
investe no sorriso das plantas, outro vigor,
amor espalham com a nova estação,
aves que voltam pra passar o verão
e o velho Mundo vê novo ciclo nascer.

terça-feira, 20 de março de 2007

programados


...tantos avanços em motivos programados, cresci, cortei caminho, passos dados em falso em um ou outro percalço, programado ou não, abençoado pela vida, limitado ao que faço enquanto sonho uma saída, porque nada é vão. Gestos dou de bom grado a um e outro irmão que se acumulam na familia, quando é pouca a mobília volta o materialismo, que egoísmo! Todo este individualismo padece da informação, enquanto novos brinquedos iludem como a religião, gananciosos ascendem ao poder, os bolsos mudam de dono e continuam a encher. Quem paga? O tolo, pobre do povo que acredita em panaceias, enquanto o mal, embalado, vai corrompendo as aldeias, pessoas alheias ao facto de que grande parte do desacato é provocado por objectos. Ouro, prata e diamantes que despoletam a cobiça de tantos espertos e ignorantes. As verdadeiras doutrinas não são assim programadas, fertilizadas na alma dão valor à Natureza, mãe de todos os deuses, põe-nos comer na mesa que antes não era embalado, directo da terra para a panela e não de supermercados como hoje em dia. Absorvo melancolia quando penso no futuro, a nossa aldeia global já mais parece a grande fábrica, no escuro medito, a população está programada, tudo é feito em série e passam a ideia errada. O sistema constrói aqui pra destruir mais alem, no meio da transformação, programam quem de novo vem. Nascem, logo se adaptam e relançam ideias, as que têm surgido são um fiasco, provocam buracos no ozono e derretem gelo no alasca. Nesta tasca, acredito em tanta treta que aqui continuarei a defender o meu planeta...

segunda-feira, 19 de março de 2007

pensativo


...não consigo, deixar de pensar em algo, que aparece de repente, num instante deixo apagá-lo, pensamentos incoerentes, não retenho o conteúdo, talvez por ficar mudo a examiná-los, apesar de tudo quanto mais penso mais me convenço, caótico irracional é o pensamento quando ainda um embrião, idealizar é um começo para tanto, da teoria à acção anos se passam entretanto, e por tanto pensar nunca houve compensação, alio-me aos que não pensam, como parco ignorante á espera que me convençam, fartei-me de ideologias, poder à base da força vejo eu todos os dias, falta-me autonomia face ao meio onde vivo, este epistema, no seio de tanto lema, sou um aliado ao sistema ou um foragido sem uma meta, no tempo que ainda me resta, penso e surge uma luz que se extingue ao tentar guarda-la, em vão tento exprimi-la, angustia entre as palavras...

sexta-feira, 16 de março de 2007

meditar na babilónia

vagueio na selva urbana como um defunto
isolado, olhando o lazer com barrunto
o meu remanso, incomodado por falsos dons
dos bons momentos paro para reflectir
descontraído, cabisbaixo, soturno por um momento
a tentar compreender o porquê de um pensamento
meditei e esclarecido uma ideia me percorreu
eu afinal, apenas peça de um puzzle
fracção de acaso que um dia nasceu
a felicidade é este céu que pisamos
e celebramos até por quem já morreu

quinta-feira, 15 de março de 2007

frustrações

a raiva surge do vazio
sinto-me frio face á dor
que me apoquenta
sofro por quem me ama
amo o que não demonstro
monstro surjo ao chegar
por me irritar com pessoas
situações conflituosas
frustrações de empatia
coisas que não tolero
por eu não ser quem quero
espero um dia ter paz
a perfeição é utopía

terça-feira, 13 de março de 2007

Choupal


a pureza do ar é divindade que se respira
nesta húmida mata em plena teofania,
espiritos da floresta que se reúnem
em pacífica contenda, sons e cores
que complementam a biodiversidade,
árvores sem idade por aqui passeiam,
aves sós e aos pares que se saceiam
entre as copas frondosas e sua musica
e exóticas plantas que deambulam,
ritmos são observados pelo Mondego,
e o Choupal vê passa-lo sereno,
com o eterno aceno cumprimenta,
alimenta a relação simbiótica
e a simpática mata vai crescendo

segunda-feira, 12 de março de 2007

astropoema


observando estrelas,
constelações lá no alto,
Ursa Menor e Draco,
Vega brilha em Lyra,
Hercules no escuro,
de Ophiuchus o duro
surge Jupiter a um canto,
observo com espanto
a Lua está a nascer,
sinto simples prazer,
Arcturus lá no alto,
salto para Leão
onde o brilho, Saturno
surge qual guardião,
e Capella em Auriga,
mais uma bela estrela,
amanhã volto a vê-la,
não desapareceu,
foi só a outro céu
e de novo em polaris,
dei a volta ao meu

NOTA:as duas primeiras fotos mostram a Lua a nascer a sudeste, um quarto minguante bonito(tiradas com o mm metodo do eclipse); a foto debaixo é o parapeito, a lua só dava pra ver mesmo num canto da janela(tive de arranjar um jeito de a ver com a Luneta);

sexta-feira, 9 de março de 2007

introspectivo

sobre este prosaico meio
nada quero dizer
em vão me guia o que anseio
e na borda do passeio medito
acredito que um dia
alegria me valha
porque a fugaz tristeza
presa ao meu passado
nela reflicto
palavras entram em conflito
libertinas ideias
que afastam a magoa
rimam frases da alma
fases como as da Lua
sob a espontânea calma
ciclo cadencioso

quarta-feira, 7 de março de 2007

novos improvisos?


Sinto ânimo pulsado, ritmado por melodias
combustivel motor que faz vibrar todos os dias
sigo atento ideais, fascinam os meus pensamentos
tento alcançar um som em forma de argumentos
satisfação visivel quando alcanço objectivos
orgulho é celebrado por meio de actos lascivos
logo surge um vazio, anseio outros intentos
um oco emocional completo com novos tentos
momentos chegam, em muitos fracassei
muitos cagaram pra mim, fertilizei
adquiri resistência do desprezo que aguentei
ultrapassei! O rancor elimino
quando renovo memórias absorvo tino
do caminho aprendo com as derrotas
são essas rotas que me levam ao paraíso
um pequeno momento, o improviso

segunda-feira, 5 de março de 2007

os sete e a floresta mágica


... sete indivíduos na floresta mágica, uma vez mais embrenhados no nevoeiro, empenhados em encontrar o tal abrigo, o improviso, melodias encantadas que deambulam como guias, vão murmurando um chamamento universal. Por entre as copas contemplámos os anciões na passagem, chegámos ao âmago da floresta onde aguardava uma mensagem. Num alpendre de árvores mortas, o sitio prende o pensamento, por ali ficámos! Os instrumentos começam a soar acordes, continuámos e os momentos vão aumentando a sinergia, sintonizámos e simplesmente surge a primeira melodia. Ligeira a mente exclama nobremente a sua lição, o ouvido inconsciente escuta, sente uma canção. Entoada, vã, serena, com notas do coração, de sete mentes desenfreadas em mística celebração ...

NOTA: A foto revela os indivíduos pela manhã(zinha) após umas horas de tambores, violas, harmónicas, didgeridoos e cantilenas, em plena Serra do Buçaco(na floresta mágica). Da esquerda para a direita: Tó-zé, Fifas, Tó, Mauro e Zoid [eu estava a captar o momento e a Cristal andava a passear;-]7 da matina, sábado 3 de Março de 2007( o video, peço desculpa mas estávamos no escuro, fica o registo auditivo)

domingo, 4 de março de 2007

Saudade?


Quantos dias são precisos
pra trazer novos sorrisos
a cada outro amanhecer
o resplendor do dia
ilumina as flores mais belas
jardins, ruas, vielas
com uma nova cor
vão disfarçando a dor
que sentimos com a Saudade

Ana said...
Quantos dias são precisos
quantas luas,
quantos pores de sol
serão precisos
para que brotem flores de novo
no meu peito?
Quantos invernos,
quantos verões,
quantas primaveras?
Diz-me quantas estrelas devo contar
até encontrar aquela onde reside o teu sorriso?
Quantos saltos tenho que dar
para voltar a voar?
Quantos dias, quantas horas,
quantos ponteiros sem girar?
Até esse borboletar chegar...?

Eclipse Lunar@like a virgin

A primeiríssima fotografia astronómica(a Lua até tá cortada pela ocular do telescópio), esta foi quando a sombra da Terra começou a tapar a Lua(que estava cheia e o céu limpo);



Esta foi a oitava de uma série de 10 fotos(que não se aproveitam mais do que estas duas), já tinhamos aguentado uma horita(não sei ao certo) de penumbra e nesta, a Lua já está a mostrar a maior parte do seu brilho, lá se vai outro eclipse;

NOTA: esta foi a 1ª tentativa de astrofotografia feita por mim(que não percebo nada do assunto), limitei-me a encostar a lente da minha makinita(3.5 megapixels) à ocular do meu telescópiozito(obrigado amor), um acromato com 60mm de diâmetro e uma razão focal 11.6(uma luneta com tripé); resultaram estas fotozitas(e já não é mauzito pra recordar).três de Março 2007 das 21 e tal até à 1 e tal de dia 4 a observar =D

sexta-feira, 2 de março de 2007

Cozinha hippie@TripArada-Caramulo2006

...Este estaminé é a cozinha comunitária da aldeia magica...

...a zona dos sofás( sem tv que se torna obsoleta neste cenário)...


... o fogão comunitário a produzir papas de aveia...

NOTA: este sitio é mesmo uma cozinha comunitária de uma aldeia. Os residentes fazem as casas com as próprias mãos e são auto-suficientes, utilizam os recursos do pequeno riacho que serpenteia pelo vale abaixo para as culturas e a própria higiene(tipo acampar e isso...). Acampámos lá uma noite e foi fabuloso( e os cristais que encontrámos, magnificos), estas fotos representam o pequeno almoço que tomámos na manhã seguinte antes de partirmos de Arada para o Caramulo

quinta-feira, 1 de março de 2007

Ditado papular 2

Sabe a força depender da coragem adjacente,
quando o simples vislumbre leva a um futuro diferente.
Cabe à Fé ajudar a acreditar na esperança,
almejar qualidade quando surge a mudança.

viver em grupo

Sorvo atento a energia
que flui vaga do meu corpo
como farol cintilante
à espera de atraír um barco
rumo a algum porto seguro.
Mas um muro social
é construido na passagem
sonho, uma miragem,
fases como as da Lua.
Quando penso em fazer algo
não começa, não acaba
continua
e por cada momento
tornei-me atento
concentrado,
naquilo que me distrai.
Provoco a desatenção
que do meu corpo sai,
quando sinto.
A elação que extraio,
qualquer erro em que caio,
é escutar a explicação
que acaba em discussão!
O pensamento é um ensaio
não há voz da criação
apenas esboços que o tempo
transforma em religião.
Degeneração de dogmas
aprisionados em teias
de ideologias patéticas,
estimas dilaceradas
por agressões sociais,
más condutas e modos,
devido à incapacidade
de poder agradar a todos.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

inquietude?


há defesas que nos testam,
azares que nos detestam,
decisões inadiaveis,
confrontos inevitaveis
surgem todos os dias,
obstáculos que nos separam,
pessoas que nos amparam
laços comuns nos unem,
desejos que nos perseguem
nascem, crescem num jovem,
nem quando chega a velhice
se realizam
...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

poder é falso

...há um revés de gerações
que pulsam vida e se sucedem,
há um efeito borboleta
em todo o mal que antecedem.
Água, fogo, terra e ar
sofrem com um elemento,
o Homem, o seu mal contínuo
provocado num momento,
faz da escolha natural
um acesso premeditado,
o que transforma, o que constrói
é destruido noutro lado.
O confronto é inevitavel
entre o meio e o poder
que se alimenta do medo
que faz transparecer,
iludindo a ignorância
...

...Caminhando a Vida...


Uns andam pela vida, resistem à tentação.
Outros não pensam mas agem,
procuram satisfação.
Muitos morrem infelizes,
preocupam-se com erros
de toda a civilização!
Uns vivem para todos
julgam praticar o bem,
outros mal sabem que os actos
prejudicam sempre alguem.
Muitos sofrem no silêncio,
pensam que não são ninguem.
Uns dizem a verdade,
acham que vão para o Céu,
outros com mentiras gabam,
escondem-se atrás do véu.
Muitos partem à descoberta
num destino como o meu.


Foto by Deviantart

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

deja vu?

Acordo num mundo mais horrivel
enquanto surge outro dia
mais um do resto da vida
que parece repetição,
quotidiano abstrato!
A merda muda e o cheiro continua
a impestar quem a espezinha
como se ela se cagasse sozinha,
não resulta!
Adormeço à espera do que me espera
o corpo a perguiça tolera
mas à morte não escapa
até o espirito a teme,
é o alimento!

a verdade do improviso

O improviso é reviravolta na certeza de um pensamento que nos faz ver outra ideia, a prespectiva do momento. A decisão inconsciente de algo que está a mente e farto de andar escondido solta-se instintivamente. São defesas primárias que regulam organismos, reflexos condicionados por elos e mecanismos que nos prendem em cadeia. Faz-nos pensar em loucura quando temos uma ideia como sol de pouca dura, pois ofuscados pelo ter deixamos de ser o que somos para tentar oferecer algo que nunca fomos. Nunca chegamos a ser porque o poder é uma miséria comparado com as cinzas com que formamos matéria. Transformamos o mundo inteiro quanto mais o pensamento. Verdadeiro é o indivíduo que o corrige no momento.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

eLe eSse Deus?

"A minha droga não é dessas que se colhem na Ásia ou em África. É diferente, mais forte e violenta, faz-nos viver quando abusamos dela, e mata-nos lentamente se dela nos privamos. A minha droga é daquelas que facilitam a criação ou as relações humanas. Permite o desabrochar da personalidade através de um maior conhecimento dos outros. A minha droga parece um virus que se instala profundamente em nós e logo que a "viagem" começa mexe-nos por dentro o que dá grande prazer interior. Tomada instala-se o bem estar, a surpresa e o espanto, a descoberta, a alegia e a felicidade... e temos sempre o desejo de recomeçar. A emoção que provoca parece-se com os diferentes sentimentos da paixão. Estar apaixonado: rodopiam e desabrocham então as árvores mais feias. As coisas são mais belas,o céu torna-se acessivel as estrelas provocantes, as flores mulheres mais femininas e sensuais. É a verdadeira viajem no espaço, no sonho, nos olhos, nos rostos!"

NOTA: este devaneio foi passado para um bloco meu, a partir de um panal que se encontrava no chill out de uma festinha de anos(trance)em S. lourenço( perto do cume da Lousã), infelizmente o autor desconheço( e desculpa ter publicado).foi a 6 d Abril de 2003, não tinha titulo(pus o k m apeteceu)e o panal era todo colorido devido à luz negra, de manhã nem se via bem o texto( incrivel).

inconstante?

...surpresa a cada instante
em que pensava que sabia
não passava de ignorante
em cada etapa da vida
refutava debatia
mas tudo o que apreendia
é inconstante...

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

...nostalgía...

transmitimos confiança em atitudes controladas
assistimos à mudança mantemos as mãos atadas
baseamos o futuro em pensamentos instáveis
energias momentâneas, auras inimaginaveis
conseguimos mudar caminhos pré-definidos
procuramos levantar ideias, sonhos caídos
tempos idos que jamais se irão esquecer
até chegar a este momento e recordar

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

...ao fim do dia?...

acordei do pesadelo mas acabou o dia
de tantos que não vejo o sol
absorvo melancolia, sou noctivago.
deambúlo acordado num divago perpétuo
como anjo a libertar as sensações demoníacas
mas não actuo.
espero iniciativas de mentes mais motivadas.
"quero libertar-me das amarras da vida...
...ser é ser livre e sem constragimentos"
em sentimentos gostava de ser poeta
uma postura semita numa aura de profeta
caminhando vazio na imensidão do meu meio
tenho receio de mim,
não correspondo ao que anseio
sigo atento o destino alimentado por ideias
escolhas que decidi
encurralaram-me em teias neste sistema ingrato
vivo em sobrevivência desde a infância
no meu mundo, paciência é uma virtude do passado
hoje o futuro apressado tem o destino ameaçado.
vai perdendo equilibrio a balança moral,
tambem o meu fascinio é traído pelo banal.

NOTA: este devaneio é um retalho de vários pergaminhos escritos em 2005 e o que está entre aspas foi escrito pelo fifas. tudo ideias espontâneas;-)

Cupido de S. valentim

...és tu amor que me mimas
quando tenho os olhos tristes
calor com que me despes
quando em mim acreditas
e insistes!
realizas desejos
tudo o que suponho
ao sabor dos teus beijos
embalo o meu sonho.
doce, bela, intensa,
sinto-me iluminado
pela tua presença...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Questões globais versus sentimentais


... sentimentos inconstantes são muito mais que importantes
são a base da fé de inteligentes e ignorantes.
Este é um complexo protesto, pauta pela simplicidade
e o Mundo está corrompido, ninguem nos diz a verdade....
a natural e espôntanea vontade dos meus sentidos,
já não protege destes falsos desafios, viver em grupo.
entre o bem e o mal escolhemos os nossos amigos,
mas hierarquias, submissões são parte do compromisso...
aparências são aceites sem qualquer reflexão,
é a diluição do individuo nos ideais da multidão...



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

trocas e baldrocas

A prostituta vende o corpo
o professor o pensamento
um artista a sua alma
um vendedor o argumento
um juiz o julgamento
todos dão algo em troca
governo concede a toca
o padre um lugar no ceu
uns prometem prazer
outros o mundo inteiro
tudo em troca de dinheiro
ou valores materiais
tudo é feito de trocas
o que nos faz viver
troco rimas por mocas
de ter este prazer
conviver com palavras
sem gastar um tostão

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

deambulos daki


sei que vim aki desabafar
falar um pouco do que sinto
do instinto inexplicavel
que segrega reacções
despoletadas na mente
por me sentir diferente
sempre que tento
extrair um pensamento
da espontanea vontade
que solta um ritmo
é verdade
surge vão do raciocinio
nunca premeditado
segue o compasso traçado
o objectivo é alcançado
a melodia absorvi
o ritmo descarreguei
em palavras que escrevi
quando acabei
e de novo escutei
o interminavel eco
nunca sujeito ao nexo
que deambula por aki

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

malta do burgo


Uma vez mais embrenhados no nevoeiro,
o mundo inteiro por descobrir,
de volta ao mesmo roteiro
é rotineiro!
Nunca nem sempre!
O ritmo chegou viciante
mais uma vez de rompante
levou ao estado de transe!
Quem dance por um momento,
1001 melodias pairam no pensamento,
na caverna do céu estrelado!
Até o smog o ter tapado,
mais uma experiência mística
subiu em ascensão ritmica.


Foto by Atalaia.org, NGC7380, Filipe Alves

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

S.O.S. Planeta Terra em Evolução?




Senti que a Terra estava a morrer,
com acumular de tanto acontecer,
reflectido no pranto do meu olhar.

Sobrevivi, sou um momento,
parte da vastidão do Espaço,
da imensidade do tempo
rendido ao senhor dos mundos
foi quem me criou do pó!
Submundos criámos nós,
Humanos, pródigos seres,
a voz que rege o Planeta
constrói-o à sua imagem.
Mensagem que hoje nos chega
através de inúmeros recursos,
aqueles que em vão usamos
na sedentarização da espécie.
Foi por acaso que existi
no seio das Leis Universais,
criam caprichos ideais
água, luz, ar, gravidade,
demoráram milénios
para gerarem vida,
agora semi-destruida,
pela próspera evolução
da civilização humana.
Destruiu "numa semana"
várias calotas polares,
demoram milénios a criar.
Pômos as culpas nos outros,
ninguém faz nada pra mudar?
E o progresso?
O retrocesso é impossivel,
todos querem subir de nível,
niguém volta para a carroça.
Venham mais estradas e carros,
quando o ar tiver sumido
o Universo imutável
continuará a Odisseia.


"Como poderei entreter-me com os segredos das estrelas,
tendo sempre a morte e a servidão na frente dos meus olhos?"
(pergunta de Anaximenes a Pitágoras[600 a.c.])


Nota: este devaneio foi inspirado e é totalmente dedicado a um Profeta, pela sua sagaz e erudita maneira de explicar aos leigos que não estamos aqui à toa, que a ciência é fruto de muitos pensadores geniais que descobriram o que sabemos hoje, através da curiosidade despoletada pela observação do espaço envolvente. Há coisas que nunca mudam, outras estão sempre a mudar. Outros mundos terão outros seres, mas tudo o que conhecemos e imaginamos tem um fundamento terrestre, é tudo o que conheçemos com vida. Muito Obrigado a Carl Sagan((Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 - Seattle, 20 de dezembro de 1996) pelo convite à preservação e estima daquilo que é o meu mundo!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

raciocínio pendura

de pensamento em pensamento
o movimento aparente
do raciocinio,
devolvido ao escrutinio
da integração num meio
em rodeio permanente
a cada ser,
acontecer são ideias
os conceitos estudados
aplicados em regras,
prende-nos o que pensamos,
status quo são muitas ondas,
apanhar a certeira
levará à dianteira
ideias indesejadas,
o progresso reside
na evolução aleatória,
glória é Aliança
alma comum às espécies,
dança entre o raciocinio,
que nos dá este dominio,
ilusório talvez,
o modo como te vez,
o mundo vê-te de outra forma

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

rimas 2007

mais um ano passou
e o futuro continuou
a atormentar-me os pensamentos
surgem novos sentimentos
de informações adquiridas
em vão retornam ao passado
felicidades escondidas
tristezas desperdiçadas
lágrimas, aguas passadas
já não movem moinhos
e descobrir novos caminhos
sonhos novos, pequeninos
começam com uma rima

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

GRANDA BOB

Esta é a historia do bob
um tópico bem enrolado
que depois de abanado
é acendido e celebrado


a ocasião não é normal
porque a cena é perfeita
junta todo o pessoal
e rola pela direita


ganda tópico era o bob
foi beijado até morrer
e o meu corpo nem se move
já me está a entorpecer


agora o people está contente
em paz quase delirante
próximo tópico?
ninguem mais faz?
agora que já é presente
o bob era tão bom tópico
que não rolou pra toda a gente!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

embriagando

A ironia do espirito!
O consciente embriagado
falar de sobriedade,
tal como a bomba atómica
usada pra manter a paz.
è um exagero!
Não era preciso tanto
pra entender o desespero
da expressão do inebriado!
Tentar exprimir
em tempestade mental,
algo que soe normal, calculado,
é algo sobrio no gesto do mocado,
à espera que analisem
a mensagem do seu recado.
Não existia!
Ficou tudo pela via,
onde o consciente passou,
enquanto se embriagou!

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

...




Surge uma luz e outra em mim só com o nascer do dia,
com um artefacto motor fonte da própria energia
e filosofia barata, comprada a experimentar,
arranco a divagar por uma via sinuosa,
festejou bodas de prata e continua ansiosa,
para chegar a algum lado, é estática,
percorrida e alimentada com o meu fado,
um lado irregular da existência pragmática,
vou caminhando descalço, alegoría da dor,
o orgulho recusa sapatos, sabem a via de cor.

O Rio


Tambem consigo ser feliz
levando vida de aprendiz
em aulas da Mãe Natureza

Os ideais apreendidos
são divagos ensinados
erros de dias fodidos
Egos de dias passados

Quero um barco que não desca até à Foz
que não estagne na corrida
vitima do lodo atroz

Quero chegar à nascente
águas límpidas me lavem
espero libertar a mente
entre ideias que me trancendem

Ana said...
Num pedaço de terra
Estou aqui
Caminhando,
subindo à serra
Lembrei-me, esqueci...
Numa folha de outono
A cor da minha pele está
No meu imaginário trono
O meu corpo repousará.
Voo no céu
Caminho na areia
Liberto o meu véu
E mostro-me à plateia.
Vivo em passos desacertados
Falo com palavras seguras de mim
Respiro em sons compassados
E sou como sou,
assim.
Num campo de sol
num céu de flores
num mar de conchas
numa terra de medusas...
Sou feliz
sendo como as ondas do mar
tão fortes e inconstantes.