quarta-feira, 30 de maio de 2007

...este sentir...

...neste ser, este sentir
nesse divago eterno
ser, sentir, tantas formas
mundo, o meu caderno
regras, normas, esquecidas
tantas fases vividas
frases soltas, sentidas
paixões exacerbadas
sensações momentâneas
divulgadas a soldo
por sentir as palavras
sonho ser o que moldo
rimo, falo ao meu gosto
são faces do meu rosto
exponho o que fecundo
no mundo, o meu caderno
sinto, sou tantas formas
ritmo chega a fluir
nesse divago eterno
neste ser, este sentir...

Ilda Oliveira said...
Quanta luz sou !
Serei ?
E nas longas noites
Saberei pintar a cor do Sol ?
Lembrai Sou !
Para que possas ser Luz radiante.
Se gota de lágrima sou.
Vós sereis os rostos por onde corro em compaixão.
Se gota de água sou.
Vós sereis Oceano, onde reflexos de meu ser encontrarei...
Se por vezes em vosso contínuo caminhar encontrares quem não pense ou sinta como “Vós”.
Que importa !

segunda-feira, 28 de maio de 2007

malta a buçacar na fonte fria


...por vezes a poesia é um som ou um determinado momento, um ritmo que o corpo sente mesmo que não queira, no limiar das melodias que partilhamos em grupo para conforto individual, e a sinergia resultante converge para um vortex de ideias improvisadas pelo momento, que neste caso foram parar a um video...

sexta-feira, 25 de maio de 2007

natureza mundana


...subentendido ansião no meio do que nos rodeia, Deus, sinais que nos avisam, sobre a inconsciência ecológica com que os humanos desprezam o chão que pisam. Ideais nos confundem, cada ser deixa o seu traço, lembro-me de que a matéria em estado puro vem toda do mesmo espaço. A razão vem da alma, transformação é uma limpeza, "o amor é a causa do movimento da natureza", quando o disse, Platão, não imaginava esta incerteza, tantos anos passaram e o saber que nos transmitiram desperdiçado pelo progresso, o que antes era sentido é agora esquecido e obsoleto. Esta Terra redonda, já foi plana e centro do universo, agora está quadrada, transformada por empresas que passam a ideia errada, utlizamos recursos numa sociedade, ignora que na natureza é que se encontra a liberdade. Nesta mundana prisão, destróis a Terra interiorizando-te na civilização, matas quem te liberta, morrerás aprisionado na solidão...

quinta-feira, 24 de maio de 2007

o coração?!!!

tanta coisa que sente, o coração polivalente
que aguça os sentidos, perde-se em raciocínios
ao despertar curiosidades, vãos sentimentos
que são sementes de dor, da felicidade e magia
a saudade e a tristeza são as raízes da alegria
desaparecem emoções frageis demais para sentir
outras solidificam, assimilada energia
tantas vezes sentida, numa visão caleidoscópica
enaltece o amor mas fomenta também o ódio
no pódio dos sentimentos a alteração é constante
amamos o que não conhecemos, detestamos
apenas quando amámos antes
e entre sonhos distantes, realidades tão perto
o coração descoberto... um paraíso alcançado

sexta-feira, 18 de maio de 2007

no silêncio da noite


entorpeço no silêncio da noite
enquanto um ritmo deambula na mente
não tenho outro remédio
senão o de combater o tédio
sigo atento a ressonância
de palavras soltas que me unem
em seus significados
sou uma incognita, uma nuvem
em breve desapareço
sumo daqui, porêm antes
palavras minhas amantes
chovo do que lhes peço
um poema simples sem nexo
e no silêncio da noite
de complexos me despeço

Ana said...
Dispo-me de mim e visto-me de sonhos,
nessa noite.
Como queria ser sombra,
ser uma nuvem rosada
com sabor a algodão doce,
amar aquele que me abraça durante o sono,
ser a voz acetinada dos seus lábios.
Como queria ser noite perdida no brilho desse olhar imaginário...

quinta-feira, 17 de maio de 2007

alma!!!?


alma ascende ao paraíso nos sonhos
liberta o pranto acumulado em seus olhos
então regressa à fugaz realidade
há-de alcançar a paz no pesadelo
constrói-se a alma ao vivê-lo
frustrados porque nem todos
cuidam do mundo com zelo
alma maior é um Deus
não é desculpa pra guerras
lutar por terras, herege
e condenar, sacrilégio
filhos duma mesma alma
instruimos a nossa
neste colégio forjado
cinge a alma a uma fossa
manipulada pela ganância
valores morais são esquecidos
enquanto a alma envelhece
espera o concílio dos Deuses
chegar a tudo o que sonha
mas tudo o que supunha...
sonhar é a alma estar lucida

sexta-feira, 11 de maio de 2007

...vento...


pelos ares ventos brandos penteiam
vastas plantas que semeiam
raízes do seu poder
espalham vida no espaço
vêem vida crescer
aos pés do seu regaço
crio o meu laço
é um prazer poder ser
o que em mim cresceu
caí do céu, abençoado
devolvendo a lição estudada
com o viver que me mata...ensinando

terça-feira, 24 de abril de 2007

subindo a montanha


desejos gritam pra serem realizados
enquanto são condenados por passos dados
uns em falso noutros em mim tropeço
um desassossego sem nexo
quando subo a montanha
só, com quem me acompanha
ritmo pulsa inconstante
há sempre algo que atrase
sonhos perto do cume
e o coração na base
sorte que me protege
instinto nem que o negue
é ele quem eu persigo
decisões que dão o mote
do sopé até ao topo
no meio fico um pouco
não tenho pressa nem tempo
acompanhado, sozinho
feliz com o que me contento
a vida está no caminho

NOTA: a foto(cortesia google) é de um vale maravilhoso, no Parque nacional de Ordesa y Monte Perdido em pleno coração dos Pirineus.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

o caça sonhos


ia ali a passar e olhei
mais uma pedra encontrei
nem queria acreditar que merecia
tive um pressentimento
pus o que achei ao bolso
um caça sonhos
ironia
continha algo com que tinha sonhado
ainda melhor
era bom mel
isso nao tinha imaginado
sou um escravo da sorte
acho sempre com espanto
e entretanto sem tempo
vou-me entretendo
um tanto...surpreendido

quarta-feira, 4 de abril de 2007

ensaios


ensaios, parcos projectos da mente para o papel
enquanto um carrossel de ideias entorpece
acontecem-nos sempre, umas cedo recusadas
outras seguem em frente, entre projectos gorados
haverá uma diferente, é registada
num momento guardada, e mais tarde recordada
como fonte de algo, de ensaio a projecto
e no trajecto desencadeia algo que a reforça
mostra um elo de ideias num compromisso sem tema
enquanto aguardam algo mais
...são um poema

quarta-feira, 28 de março de 2007

passos


tantos dias passados
passos dados, sentidos
de momentos partilhados
corações sincronizados
na mesma frequência
eloquência inata
quando a alma está grata
por vivermos em grupo
um apupo ao sistema
que coordena capitais
nada trás de novo
aos ideais do povo,
paz amor e magia
contra a guerra sombria
lutamos, sobrevivemos
também amor partilhamos

sexta-feira, 23 de março de 2007

inspiração antiga


Acorda lá, poeta da hipocondria e rói a corda. Se não és profeta, és tristeza, não melodia. Senta-te à mesa e sái da borda do precipício. A magia foi convidada, e a imaginação, pra um fumício privado, qualquer dia. Se não acordas não estás preparado, sem energia destes aromas, até sem corda és enforcado, pela angústia e esses comas sociais. Pela a agonia provocada pelo silêncio e tudo mais. E a essência aromática da paz imaginativa é mais uma vez desperdiçada, sem paciência, pela apática narrativa!

2002

existência


Só quero continuar a fazer o que me apetece, derivando neste mar que o destino tece.
A temática acrobática desta vida que é um circo, envolta numa problemática para a qual eu já não sirvo. A confusão apoderou-se da frágil identidade sem um dogma nem cultura, à procura da verdade procurando a existência. Seremos todos palhaços ou a vida é uma coincidência?
Sou um surfista do destino, apanho ondas sucessivas, esperando a ideal que traçará o meu caminho.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Primavera


Dia Mundial da poesia, o céu que brilha.
A Terra, tudo ilumina, novas cores que veste,
investe no sorriso das plantas, outro vigor,
amor espalham com a nova estação,
aves que voltam pra passar o verão
e o velho Mundo vê novo ciclo nascer.

terça-feira, 20 de março de 2007

programados


...tantos avanços em motivos programados, cresci, cortei caminho, passos dados em falso em um ou outro percalço, programado ou não, abençoado pela vida, limitado ao que faço enquanto sonho uma saída, porque nada é vão. Gestos dou de bom grado a um e outro irmão que se acumulam na familia, quando é pouca a mobília volta o materialismo, que egoísmo! Todo este individualismo padece da informação, enquanto novos brinquedos iludem como a religião, gananciosos ascendem ao poder, os bolsos mudam de dono e continuam a encher. Quem paga? O tolo, pobre do povo que acredita em panaceias, enquanto o mal, embalado, vai corrompendo as aldeias, pessoas alheias ao facto de que grande parte do desacato é provocado por objectos. Ouro, prata e diamantes que despoletam a cobiça de tantos espertos e ignorantes. As verdadeiras doutrinas não são assim programadas, fertilizadas na alma dão valor à Natureza, mãe de todos os deuses, põe-nos comer na mesa que antes não era embalado, directo da terra para a panela e não de supermercados como hoje em dia. Absorvo melancolia quando penso no futuro, a nossa aldeia global já mais parece a grande fábrica, no escuro medito, a população está programada, tudo é feito em série e passam a ideia errada. O sistema constrói aqui pra destruir mais alem, no meio da transformação, programam quem de novo vem. Nascem, logo se adaptam e relançam ideias, as que têm surgido são um fiasco, provocam buracos no ozono e derretem gelo no alasca. Nesta tasca, acredito em tanta treta que aqui continuarei a defender o meu planeta...

segunda-feira, 19 de março de 2007

pensativo


...não consigo, deixar de pensar em algo, que aparece de repente, num instante deixo apagá-lo, pensamentos incoerentes, não retenho o conteúdo, talvez por ficar mudo a examiná-los, apesar de tudo quanto mais penso mais me convenço, caótico irracional é o pensamento quando ainda um embrião, idealizar é um começo para tanto, da teoria à acção anos se passam entretanto, e por tanto pensar nunca houve compensação, alio-me aos que não pensam, como parco ignorante á espera que me convençam, fartei-me de ideologias, poder à base da força vejo eu todos os dias, falta-me autonomia face ao meio onde vivo, este epistema, no seio de tanto lema, sou um aliado ao sistema ou um foragido sem uma meta, no tempo que ainda me resta, penso e surge uma luz que se extingue ao tentar guarda-la, em vão tento exprimi-la, angustia entre as palavras...

sexta-feira, 16 de março de 2007

meditar na babilónia

vagueio na selva urbana como um defunto
isolado, olhando o lazer com barrunto
o meu remanso, incomodado por falsos dons
dos bons momentos paro para reflectir
descontraído, cabisbaixo, soturno por um momento
a tentar compreender o porquê de um pensamento
meditei e esclarecido uma ideia me percorreu
eu afinal, apenas peça de um puzzle
fracção de acaso que um dia nasceu
a felicidade é este céu que pisamos
e celebramos até por quem já morreu

quinta-feira, 15 de março de 2007

frustrações

a raiva surge do vazio
sinto-me frio face á dor
que me apoquenta
sofro por quem me ama
amo o que não demonstro
monstro surjo ao chegar
por me irritar com pessoas
situações conflituosas
frustrações de empatia
coisas que não tolero
por eu não ser quem quero
espero um dia ter paz
a perfeição é utopía

terça-feira, 13 de março de 2007

Choupal


a pureza do ar é divindade que se respira
nesta húmida mata em plena teofania,
espiritos da floresta que se reúnem
em pacífica contenda, sons e cores
que complementam a biodiversidade,
árvores sem idade por aqui passeiam,
aves sós e aos pares que se saceiam
entre as copas frondosas e sua musica
e exóticas plantas que deambulam,
ritmos são observados pelo Mondego,
e o Choupal vê passa-lo sereno,
com o eterno aceno cumprimenta,
alimenta a relação simbiótica
e a simpática mata vai crescendo

segunda-feira, 12 de março de 2007

astropoema


observando estrelas,
constelações lá no alto,
Ursa Menor e Draco,
Vega brilha em Lyra,
Hercules no escuro,
de Ophiuchus o duro
surge Jupiter a um canto,
observo com espanto
a Lua está a nascer,
sinto simples prazer,
Arcturus lá no alto,
salto para Leão
onde o brilho, Saturno
surge qual guardião,
e Capella em Auriga,
mais uma bela estrela,
amanhã volto a vê-la,
não desapareceu,
foi só a outro céu
e de novo em polaris,
dei a volta ao meu

NOTA:as duas primeiras fotos mostram a Lua a nascer a sudeste, um quarto minguante bonito(tiradas com o mm metodo do eclipse); a foto debaixo é o parapeito, a lua só dava pra ver mesmo num canto da janela(tive de arranjar um jeito de a ver com a Luneta);

sexta-feira, 9 de março de 2007

introspectivo

sobre este prosaico meio
nada quero dizer
em vão me guia o que anseio
e na borda do passeio medito
acredito que um dia
alegria me valha
porque a fugaz tristeza
presa ao meu passado
nela reflicto
palavras entram em conflito
libertinas ideias
que afastam a magoa
rimam frases da alma
fases como as da Lua
sob a espontânea calma
ciclo cadencioso

quarta-feira, 7 de março de 2007

novos improvisos?


Sinto ânimo pulsado, ritmado por melodias
combustivel motor que faz vibrar todos os dias
sigo atento ideais, fascinam os meus pensamentos
tento alcançar um som em forma de argumentos
satisfação visivel quando alcanço objectivos
orgulho é celebrado por meio de actos lascivos
logo surge um vazio, anseio outros intentos
um oco emocional completo com novos tentos
momentos chegam, em muitos fracassei
muitos cagaram pra mim, fertilizei
adquiri resistência do desprezo que aguentei
ultrapassei! O rancor elimino
quando renovo memórias absorvo tino
do caminho aprendo com as derrotas
são essas rotas que me levam ao paraíso
um pequeno momento, o improviso

segunda-feira, 5 de março de 2007

os sete e a floresta mágica


... sete indivíduos na floresta mágica, uma vez mais embrenhados no nevoeiro, empenhados em encontrar o tal abrigo, o improviso, melodias encantadas que deambulam como guias, vão murmurando um chamamento universal. Por entre as copas contemplámos os anciões na passagem, chegámos ao âmago da floresta onde aguardava uma mensagem. Num alpendre de árvores mortas, o sitio prende o pensamento, por ali ficámos! Os instrumentos começam a soar acordes, continuámos e os momentos vão aumentando a sinergia, sintonizámos e simplesmente surge a primeira melodia. Ligeira a mente exclama nobremente a sua lição, o ouvido inconsciente escuta, sente uma canção. Entoada, vã, serena, com notas do coração, de sete mentes desenfreadas em mística celebração ...

NOTA: A foto revela os indivíduos pela manhã(zinha) após umas horas de tambores, violas, harmónicas, didgeridoos e cantilenas, em plena Serra do Buçaco(na floresta mágica). Da esquerda para a direita: Tó-zé, Fifas, Tó, Mauro e Zoid [eu estava a captar o momento e a Cristal andava a passear;-]7 da matina, sábado 3 de Março de 2007( o video, peço desculpa mas estávamos no escuro, fica o registo auditivo)

domingo, 4 de março de 2007

Saudade?


Quantos dias são precisos
pra trazer novos sorrisos
a cada outro amanhecer
o resplendor do dia
ilumina as flores mais belas
jardins, ruas, vielas
com uma nova cor
vão disfarçando a dor
que sentimos com a Saudade

Ana said...
Quantos dias são precisos
quantas luas,
quantos pores de sol
serão precisos
para que brotem flores de novo
no meu peito?
Quantos invernos,
quantos verões,
quantas primaveras?
Diz-me quantas estrelas devo contar
até encontrar aquela onde reside o teu sorriso?
Quantos saltos tenho que dar
para voltar a voar?
Quantos dias, quantas horas,
quantos ponteiros sem girar?
Até esse borboletar chegar...?

Eclipse Lunar@like a virgin

A primeiríssima fotografia astronómica(a Lua até tá cortada pela ocular do telescópio), esta foi quando a sombra da Terra começou a tapar a Lua(que estava cheia e o céu limpo);



Esta foi a oitava de uma série de 10 fotos(que não se aproveitam mais do que estas duas), já tinhamos aguentado uma horita(não sei ao certo) de penumbra e nesta, a Lua já está a mostrar a maior parte do seu brilho, lá se vai outro eclipse;

NOTA: esta foi a 1ª tentativa de astrofotografia feita por mim(que não percebo nada do assunto), limitei-me a encostar a lente da minha makinita(3.5 megapixels) à ocular do meu telescópiozito(obrigado amor), um acromato com 60mm de diâmetro e uma razão focal 11.6(uma luneta com tripé); resultaram estas fotozitas(e já não é mauzito pra recordar).três de Março 2007 das 21 e tal até à 1 e tal de dia 4 a observar =D

sexta-feira, 2 de março de 2007

Cozinha hippie@TripArada-Caramulo2006

...Este estaminé é a cozinha comunitária da aldeia magica...

...a zona dos sofás( sem tv que se torna obsoleta neste cenário)...


... o fogão comunitário a produzir papas de aveia...

NOTA: este sitio é mesmo uma cozinha comunitária de uma aldeia. Os residentes fazem as casas com as próprias mãos e são auto-suficientes, utilizam os recursos do pequeno riacho que serpenteia pelo vale abaixo para as culturas e a própria higiene(tipo acampar e isso...). Acampámos lá uma noite e foi fabuloso( e os cristais que encontrámos, magnificos), estas fotos representam o pequeno almoço que tomámos na manhã seguinte antes de partirmos de Arada para o Caramulo

quinta-feira, 1 de março de 2007

Ditado papular 2

Sabe a força depender da coragem adjacente,
quando o simples vislumbre leva a um futuro diferente.
Cabe à Fé ajudar a acreditar na esperança,
almejar qualidade quando surge a mudança.

viver em grupo

Sorvo atento a energia
que flui vaga do meu corpo
como farol cintilante
à espera de atraír um barco
rumo a algum porto seguro.
Mas um muro social
é construido na passagem
sonho, uma miragem,
fases como as da Lua.
Quando penso em fazer algo
não começa, não acaba
continua
e por cada momento
tornei-me atento
concentrado,
naquilo que me distrai.
Provoco a desatenção
que do meu corpo sai,
quando sinto.
A elação que extraio,
qualquer erro em que caio,
é escutar a explicação
que acaba em discussão!
O pensamento é um ensaio
não há voz da criação
apenas esboços que o tempo
transforma em religião.
Degeneração de dogmas
aprisionados em teias
de ideologias patéticas,
estimas dilaceradas
por agressões sociais,
más condutas e modos,
devido à incapacidade
de poder agradar a todos.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

inquietude?


há defesas que nos testam,
azares que nos detestam,
decisões inadiaveis,
confrontos inevitaveis
surgem todos os dias,
obstáculos que nos separam,
pessoas que nos amparam
laços comuns nos unem,
desejos que nos perseguem
nascem, crescem num jovem,
nem quando chega a velhice
se realizam
...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

poder é falso

...há um revés de gerações
que pulsam vida e se sucedem,
há um efeito borboleta
em todo o mal que antecedem.
Água, fogo, terra e ar
sofrem com um elemento,
o Homem, o seu mal contínuo
provocado num momento,
faz da escolha natural
um acesso premeditado,
o que transforma, o que constrói
é destruido noutro lado.
O confronto é inevitavel
entre o meio e o poder
que se alimenta do medo
que faz transparecer,
iludindo a ignorância
...

...Caminhando a Vida...


Uns andam pela vida, resistem à tentação.
Outros não pensam mas agem,
procuram satisfação.
Muitos morrem infelizes,
preocupam-se com erros
de toda a civilização!
Uns vivem para todos
julgam praticar o bem,
outros mal sabem que os actos
prejudicam sempre alguem.
Muitos sofrem no silêncio,
pensam que não são ninguem.
Uns dizem a verdade,
acham que vão para o Céu,
outros com mentiras gabam,
escondem-se atrás do véu.
Muitos partem à descoberta
num destino como o meu.


Foto by Deviantart

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

deja vu?

Acordo num mundo mais horrivel
enquanto surge outro dia
mais um do resto da vida
que parece repetição,
quotidiano abstrato!
A merda muda e o cheiro continua
a impestar quem a espezinha
como se ela se cagasse sozinha,
não resulta!
Adormeço à espera do que me espera
o corpo a perguiça tolera
mas à morte não escapa
até o espirito a teme,
é o alimento!

a verdade do improviso

O improviso é reviravolta na certeza de um pensamento que nos faz ver outra ideia, a prespectiva do momento. A decisão inconsciente de algo que está a mente e farto de andar escondido solta-se instintivamente. São defesas primárias que regulam organismos, reflexos condicionados por elos e mecanismos que nos prendem em cadeia. Faz-nos pensar em loucura quando temos uma ideia como sol de pouca dura, pois ofuscados pelo ter deixamos de ser o que somos para tentar oferecer algo que nunca fomos. Nunca chegamos a ser porque o poder é uma miséria comparado com as cinzas com que formamos matéria. Transformamos o mundo inteiro quanto mais o pensamento. Verdadeiro é o indivíduo que o corrige no momento.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

eLe eSse Deus?

"A minha droga não é dessas que se colhem na Ásia ou em África. É diferente, mais forte e violenta, faz-nos viver quando abusamos dela, e mata-nos lentamente se dela nos privamos. A minha droga é daquelas que facilitam a criação ou as relações humanas. Permite o desabrochar da personalidade através de um maior conhecimento dos outros. A minha droga parece um virus que se instala profundamente em nós e logo que a "viagem" começa mexe-nos por dentro o que dá grande prazer interior. Tomada instala-se o bem estar, a surpresa e o espanto, a descoberta, a alegia e a felicidade... e temos sempre o desejo de recomeçar. A emoção que provoca parece-se com os diferentes sentimentos da paixão. Estar apaixonado: rodopiam e desabrocham então as árvores mais feias. As coisas são mais belas,o céu torna-se acessivel as estrelas provocantes, as flores mulheres mais femininas e sensuais. É a verdadeira viajem no espaço, no sonho, nos olhos, nos rostos!"

NOTA: este devaneio foi passado para um bloco meu, a partir de um panal que se encontrava no chill out de uma festinha de anos(trance)em S. lourenço( perto do cume da Lousã), infelizmente o autor desconheço( e desculpa ter publicado).foi a 6 d Abril de 2003, não tinha titulo(pus o k m apeteceu)e o panal era todo colorido devido à luz negra, de manhã nem se via bem o texto( incrivel).

inconstante?

...surpresa a cada instante
em que pensava que sabia
não passava de ignorante
em cada etapa da vida
refutava debatia
mas tudo o que apreendia
é inconstante...

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

...nostalgía...

transmitimos confiança em atitudes controladas
assistimos à mudança mantemos as mãos atadas
baseamos o futuro em pensamentos instáveis
energias momentâneas, auras inimaginaveis
conseguimos mudar caminhos pré-definidos
procuramos levantar ideias, sonhos caídos
tempos idos que jamais se irão esquecer
até chegar a este momento e recordar

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

...ao fim do dia?...

acordei do pesadelo mas acabou o dia
de tantos que não vejo o sol
absorvo melancolia, sou noctivago.
deambúlo acordado num divago perpétuo
como anjo a libertar as sensações demoníacas
mas não actuo.
espero iniciativas de mentes mais motivadas.
"quero libertar-me das amarras da vida...
...ser é ser livre e sem constragimentos"
em sentimentos gostava de ser poeta
uma postura semita numa aura de profeta
caminhando vazio na imensidão do meu meio
tenho receio de mim,
não correspondo ao que anseio
sigo atento o destino alimentado por ideias
escolhas que decidi
encurralaram-me em teias neste sistema ingrato
vivo em sobrevivência desde a infância
no meu mundo, paciência é uma virtude do passado
hoje o futuro apressado tem o destino ameaçado.
vai perdendo equilibrio a balança moral,
tambem o meu fascinio é traído pelo banal.

NOTA: este devaneio é um retalho de vários pergaminhos escritos em 2005 e o que está entre aspas foi escrito pelo fifas. tudo ideias espontâneas;-)

Cupido de S. valentim

...és tu amor que me mimas
quando tenho os olhos tristes
calor com que me despes
quando em mim acreditas
e insistes!
realizas desejos
tudo o que suponho
ao sabor dos teus beijos
embalo o meu sonho.
doce, bela, intensa,
sinto-me iluminado
pela tua presença...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Questões globais versus sentimentais


... sentimentos inconstantes são muito mais que importantes
são a base da fé de inteligentes e ignorantes.
Este é um complexo protesto, pauta pela simplicidade
e o Mundo está corrompido, ninguem nos diz a verdade....
a natural e espôntanea vontade dos meus sentidos,
já não protege destes falsos desafios, viver em grupo.
entre o bem e o mal escolhemos os nossos amigos,
mas hierarquias, submissões são parte do compromisso...
aparências são aceites sem qualquer reflexão,
é a diluição do individuo nos ideais da multidão...



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

trocas e baldrocas

A prostituta vende o corpo
o professor o pensamento
um artista a sua alma
um vendedor o argumento
um juiz o julgamento
todos dão algo em troca
governo concede a toca
o padre um lugar no ceu
uns prometem prazer
outros o mundo inteiro
tudo em troca de dinheiro
ou valores materiais
tudo é feito de trocas
o que nos faz viver
troco rimas por mocas
de ter este prazer
conviver com palavras
sem gastar um tostão

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

deambulos daki


sei que vim aki desabafar
falar um pouco do que sinto
do instinto inexplicavel
que segrega reacções
despoletadas na mente
por me sentir diferente
sempre que tento
extrair um pensamento
da espontanea vontade
que solta um ritmo
é verdade
surge vão do raciocinio
nunca premeditado
segue o compasso traçado
o objectivo é alcançado
a melodia absorvi
o ritmo descarreguei
em palavras que escrevi
quando acabei
e de novo escutei
o interminavel eco
nunca sujeito ao nexo
que deambula por aki

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

malta do burgo


Uma vez mais embrenhados no nevoeiro,
o mundo inteiro por descobrir,
de volta ao mesmo roteiro
é rotineiro!
Nunca nem sempre!
O ritmo chegou viciante
mais uma vez de rompante
levou ao estado de transe!
Quem dance por um momento,
1001 melodias pairam no pensamento,
na caverna do céu estrelado!
Até o smog o ter tapado,
mais uma experiência mística
subiu em ascensão ritmica.


Foto by Atalaia.org, NGC7380, Filipe Alves

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

S.O.S. Planeta Terra em Evolução?




Senti que a Terra estava a morrer,
com acumular de tanto acontecer,
reflectido no pranto do meu olhar.

Sobrevivi, sou um momento,
parte da vastidão do Espaço,
da imensidade do tempo
rendido ao senhor dos mundos
foi quem me criou do pó!
Submundos criámos nós,
Humanos, pródigos seres,
a voz que rege o Planeta
constrói-o à sua imagem.
Mensagem que hoje nos chega
através de inúmeros recursos,
aqueles que em vão usamos
na sedentarização da espécie.
Foi por acaso que existi
no seio das Leis Universais,
criam caprichos ideais
água, luz, ar, gravidade,
demoráram milénios
para gerarem vida,
agora semi-destruida,
pela próspera evolução
da civilização humana.
Destruiu "numa semana"
várias calotas polares,
demoram milénios a criar.
Pômos as culpas nos outros,
ninguém faz nada pra mudar?
E o progresso?
O retrocesso é impossivel,
todos querem subir de nível,
niguém volta para a carroça.
Venham mais estradas e carros,
quando o ar tiver sumido
o Universo imutável
continuará a Odisseia.


"Como poderei entreter-me com os segredos das estrelas,
tendo sempre a morte e a servidão na frente dos meus olhos?"
(pergunta de Anaximenes a Pitágoras[600 a.c.])


Nota: este devaneio foi inspirado e é totalmente dedicado a um Profeta, pela sua sagaz e erudita maneira de explicar aos leigos que não estamos aqui à toa, que a ciência é fruto de muitos pensadores geniais que descobriram o que sabemos hoje, através da curiosidade despoletada pela observação do espaço envolvente. Há coisas que nunca mudam, outras estão sempre a mudar. Outros mundos terão outros seres, mas tudo o que conhecemos e imaginamos tem um fundamento terrestre, é tudo o que conheçemos com vida. Muito Obrigado a Carl Sagan((Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 - Seattle, 20 de dezembro de 1996) pelo convite à preservação e estima daquilo que é o meu mundo!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

raciocínio pendura

de pensamento em pensamento
o movimento aparente
do raciocinio,
devolvido ao escrutinio
da integração num meio
em rodeio permanente
a cada ser,
acontecer são ideias
os conceitos estudados
aplicados em regras,
prende-nos o que pensamos,
status quo são muitas ondas,
apanhar a certeira
levará à dianteira
ideias indesejadas,
o progresso reside
na evolução aleatória,
glória é Aliança
alma comum às espécies,
dança entre o raciocinio,
que nos dá este dominio,
ilusório talvez,
o modo como te vez,
o mundo vê-te de outra forma

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

rimas 2007

mais um ano passou
e o futuro continuou
a atormentar-me os pensamentos
surgem novos sentimentos
de informações adquiridas
em vão retornam ao passado
felicidades escondidas
tristezas desperdiçadas
lágrimas, aguas passadas
já não movem moinhos
e descobrir novos caminhos
sonhos novos, pequeninos
começam com uma rima

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

GRANDA BOB

Esta é a historia do bob
um tópico bem enrolado
que depois de abanado
é acendido e celebrado


a ocasião não é normal
porque a cena é perfeita
junta todo o pessoal
e rola pela direita


ganda tópico era o bob
foi beijado até morrer
e o meu corpo nem se move
já me está a entorpecer


agora o people está contente
em paz quase delirante
próximo tópico?
ninguem mais faz?
agora que já é presente
o bob era tão bom tópico
que não rolou pra toda a gente!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

embriagando

A ironia do espirito!
O consciente embriagado
falar de sobriedade,
tal como a bomba atómica
usada pra manter a paz.
è um exagero!
Não era preciso tanto
pra entender o desespero
da expressão do inebriado!
Tentar exprimir
em tempestade mental,
algo que soe normal, calculado,
é algo sobrio no gesto do mocado,
à espera que analisem
a mensagem do seu recado.
Não existia!
Ficou tudo pela via,
onde o consciente passou,
enquanto se embriagou!

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

...




Surge uma luz e outra em mim só com o nascer do dia,
com um artefacto motor fonte da própria energia
e filosofia barata, comprada a experimentar,
arranco a divagar por uma via sinuosa,
festejou bodas de prata e continua ansiosa,
para chegar a algum lado, é estática,
percorrida e alimentada com o meu fado,
um lado irregular da existência pragmática,
vou caminhando descalço, alegoría da dor,
o orgulho recusa sapatos, sabem a via de cor.

O Rio


Tambem consigo ser feliz
levando vida de aprendiz
em aulas da Mãe Natureza

Os ideais apreendidos
são divagos ensinados
erros de dias fodidos
Egos de dias passados

Quero um barco que não desca até à Foz
que não estagne na corrida
vitima do lodo atroz

Quero chegar à nascente
águas límpidas me lavem
espero libertar a mente
entre ideias que me trancendem

Ana said...
Num pedaço de terra
Estou aqui
Caminhando,
subindo à serra
Lembrei-me, esqueci...
Numa folha de outono
A cor da minha pele está
No meu imaginário trono
O meu corpo repousará.
Voo no céu
Caminho na areia
Liberto o meu véu
E mostro-me à plateia.
Vivo em passos desacertados
Falo com palavras seguras de mim
Respiro em sons compassados
E sou como sou,
assim.
Num campo de sol
num céu de flores
num mar de conchas
numa terra de medusas...
Sou feliz
sendo como as ondas do mar
tão fortes e inconstantes.

Somos magicos?

Mago,
começas por te exilar
indo ao encontro dos outros.

Procuras na solidão o mal geral,
descobres que em cada um há duas faces,
uma docil, facilita os teus enlaces,
outra horrenda, tens-te com um ideal,
o conflito segue-te por onde passes,
e do confronto surge empatia mental.

Mago,
acabas por te achar
perdendo o rumo dos outros.

Isolado buscas raiz do próprio medo,
pavor dos fracos, suficiente para aceitá-lo,
depois encontras no mundo o teu vassalo,
algo que aumente o ardil do teu enredo,
negas poder sem sequer tentar controlá-lo,
esperar que exista em todos nós é o teu segredo.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

futuro passado

...várias deixas
deixam que te apoquente
o que te queixas
o presente
essa quimera de conflitos
leva o consciente
a um futuro prematuro
permeavel a ideias
tudo o que em vão anseias
sairá precipitado
algo inacabado
fruto de indecisões
opiniões que escutaste
metas ultrapassaste
mas eram pontos de partida...

domingo, 5 de novembro de 2006

Emissão de gafes nocivas para a Netmosfera?

Já não há cura para o Mal
de viver civilizadamente,
comida mal embalada,
a mente tipo dicionário
com emoções classificadas,
armas anti natureza,
tambem venenos perigosos
enfraquecem o raciocinio
de quem procura independência
desta grave doença
destruir o Planeta!

A cura, fazer o bem
viver da paixão da alma,
semear com carinho,
recolhendo os frutos
como parte da enciclopédia,
armazenar energia
proteger a Mãe natureza,
dela, filhos bastardos,
comemos á sua mesa,
e ao Deus do nosso Ego
agradecemos.

"... a verdadeira cura acontece quando conseguimos prefigurar um novo tipo de futuro para nós que nos intusiasme. A inspiração é o que nos faz sentir bem..."

A Décima Revelação
Redfield, James

Ditado papular 1

A ironia da Vida, acreditar em ditados,
esperar oportunidades, que nem deixam recados,
espontânea vontade, alvos errados
se algo havia pra dar,
serviços foram dispensados
e os patrões agarrados
ao ouro das misérias
que chularam de empregados.
Vias, ardís, artérias
que levaram ao sucesso
já corromperam por dentro
a chave do seu acesso.
Paz, amor e magia
padeceram de ignorância
enquanto ocorre o processo.

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Trip Arada - Caramulo


Aqui está a malta toda na bucha, uma omolete maravilha( moscas e tudo), em Campias(resende skazi badtrip)onde a agua parecia crude! maravilha(não comemos atum)!


o Poço azul, magnifico cenário, fotos não provam nada, mas dão uma ideia ;-)


... e nem foi preciso dizer "olha o passarinho"...

Abordagem à insegurança

...Sinto que ja cresci,
ou nem por isso,
ainda nem sei a minha crença.
As influencias,
deixam tudo mais confuso
e há uma ou duas,
essas uso em abuso.
A primeira é o prazer,
da qual não sei o que fazer
quando consumo em demasía.
Sinto o resto obsoleto
após a grande fantasia.
O amor,
é a mais forte influência,
nunca parei de consumir
desde a infância.
Ou é droga ou doença,
há quem consuma à ganância
pra aumentar a influência.
Ao conjugar as diferenças
a mim mesmo desiludo,
meu coração tem escudo,
não sei quem sou nas atitudes.
Acções que me condenam,
amo quem me odeia,
tambem amado por intrujas,
no fundo sou inseguro!
Quando me mostro agressivo
sempre que surja um muro
no meu caminho!
sobrevivo em defeso,
recolho pistas
espero encarar o futuro...

Ascensão ritmica

foi no meu estado natural que reflecti
absorvi todo o ritmo que consegui
e embrenhei-me no nevoeiro.
tudo indicava, mais compinchas viriam
entre os que desistiam
outros mostravam o que valiam.
musica no pensamento
entre o ruido que ressoava
entrei em estado de transe
mais que um momento.
flutuava sobre a harmonia ritmica,
mais uma solene critica
a outra experiência mística.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

LEIS?

Pensamentos impuros,
absorvidos pela mente à matroca
são como duros preconceitos
desculpados pela moca.
Não é preciso saber para viver
mas é preciso viver para saber
que a sapiência trava o ser.
Fica inibido por rótulos
sem saber o que dizer.
O que fazer é dito em vão
por um meio que nos persegue.
Encurralados numa certeza
sem acaso que o negue.
A verdade sincera
é um apelo do instinto.
Sinto muito pelo meu erro
mas não minto.
Não sou juiz!
Se julgar, ouves a lei de um aprendiz.
Não sou advogado de defesa,
sou mediador da incerteza
que paira no julgamento.
Minha mesa, um momento
nela deixo um apontamento:
o meu conceito é um esboço em aguarela
acredito no meio, sem corromper a tela.
O que quero é o que tenho
e o que penso é o que dou,
o que sinto é o que espalho
ao contrário de quem nunca amou.
Preconceito é ignorante
no que diz respeito á diferença,
o meu espirito sonha,
a liberdade é a minha crença.
Tudo aceito como certo
se se encaixou na alma
mesmo quando está errado
e me faz perder a calma.
se me leva a outra via
tambem é verdadeiro.
A diversidade do pensamento
tem mais valor que o dinheiro.

terça-feira, 20 de junho de 2006

...outra ideia...

Uma ideia,
um compromisso entre a percepção
e o processo mental,
o que reaje!
Pensamento uniforme,
ou acto à toa,
os neurónios pesquisam,
respostas aperfeiçoam
num ritual bioquimico.
Então a ideia surge,
mais que uma vez,
no pensamento!
Passa a ser recordada
como um momento,
polido, retocado,
como solene critica,
após experiência mística!

quânticos...

...Intuições da consciência,
segregam realidades,
vários estados de mente
ultrapassados no presente
por novos ideais,
os que transcendem.
Deus, o ego em comum
entre as espécies
já não fascina.
Não possui equilíbrio,
poder é incontrolável.
A ironia revela a ignorância,
o carácter instável
com o qual provocamos
gananciosos momentos.
Ver passar os talentos,
alimentando o banal,
esperar que sem esforço
cresca comida no quintal.
Expandir a mente
é equilibrar o ambiente,
afinar toda a gente
na mesma vibração cósmica.
Tom, Deus, paz que nos guarda
face ao desconhecido...

quinta-feira, 15 de junho de 2006

momentos...

silvo de perspicácia pressiona,
complexa espontaniedade emociona,
baseada em conteúdos figurantes,
acto da sinceridade absurda
permanece inerte quando algo muda
conserva a eternidade do pensamento
esse puzzle de peças que são momentos!

quarta-feira, 17 de maio de 2006

comum

Há um compromisso entre a originalidade e o lugar comum, de modo a refutar as convenções generalizadoras.
Existe um génio inventivo, criativo, em cada alma, de cariz simplista e abstrato, inconceptualizavel através de qualquer base racional do pensamento comum.

Informação

Surge então de lado nenhum,
aquela fome de comer unhas,
vezes sem conta,
tal é o fluxo de pensamentos turbulentos

infeliz cada otario que trabalha para nada
por falta de informação
ou porque é má interpretada
o trabalho não é vão,
a informação é assimilada

Há um Paraíso que ansiamos,
nos nossos sonhos se activa,
cadênsioso a cada passo,
enquanto caminho a vida,
bem estar assegurado
pela informação adquirida.
Mas o Paraíso é terreno
não tem entrada, é uma Saída!

domingo, 14 de maio de 2006

NÃO SEI SPOT(entre a foz do caneiro e a rebordosa;-)

...lua mágica, serena, no alto do firmamento,
o recorte montanhoso espairecia o arboredo,
infiltrados, inertes, absorvendo fantasias,
inconstantes pensamentos deambulam melodias,
levam a um estado de transe,
psicadelico,
daquele que hoje em dia
confere um caracter belico,
utopías sonhadoras
perdem-se em demoras,
enquanto alcanço o estado sóbrio,
lua cheia no alto,
ilumina o conteudo, deixa um timbre agudo
no infinito da alma...

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Paroloesia divagarosa

Profetas da razão haviam dito
tudo em poesia é bonito
o grosseiro e o aflito são cadência
paciência leva a mente ao infinito

É um espelho na ilusão de uma mentira
desde a paz até à ira
são reflexos condicionados pelo momento
o pensamento entre conflitos se inspira

o meio físico vai elaborando a confusão
que surge vã sem explicação
de sentimentos inconscientes fala o instinto
se o sinto, não guardo, abro o coração

um desarrufo com o papel em tom desartificioso
divago é dom espirituoso
surge um verso e vários dispensam o têma
é um poema de palavras, entono cadêncioso

o Ego?

Mundo imenso universo esculpido por uma mão
Mãe Natureza coração que pulsa vida
equilibra-se em fragil Ecossistema
entre o Mundo Urbano e um arredor paludial
ambientes Humanos a interferir no Natural.
Faz cheirar mal toda a conversa
sobre haver um Ideal primordial,
é Inconstante!
O Bem, o Mal, permutam a qualquer instante.
Paz presa ao Janicípite Deus,
Ego interior.
A Evolução ao dar a alma
gerou uma força maior,
a Utopía!
Sinergia resultante da Fé
de ter mais um dia, para Viver!
Reconhecer que sorte e oportunidade
não são um dogma inato!
Se a prespicácia falhar
nunca vou poder estar grato
ao Ego, Deus ambicioso que armazena Experiência
faz dos passos caminhados a sua Essência!

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Espaços varios!

Quantas vezes sentimos que divagamos em torno de um espaço incerto
com certezas que a vida é um segredo descoberto.
Há varios planos, dimensões que fazem pairar a alma,
corpos sem compromisso,
em que a calma é compensada com o esboçar de um sorriso.
Essa comunhão de espaço que partilhamos com outros,
em que significados não passam de uma incognita,
mortos por desabafar os sentimentos profundos,
por sentirmos que a Terra tem portas para outros mundos!

terça-feira, 11 de abril de 2006

Duvidas?

Está aberta a audiência,
venha lá a eminência,
essa nova entidade
futuro incerto
livro aberto sem idade,
a incerteza!
Quero apenas perguntar
onde é que a vida irá parar?
Ainda haverá beleza?
Quando tiver caminhado?
sou construido por duvidas
e embalado por fado,
memória, alegres tristezas,
estou vivo, abençoado...

quarta-feira, 5 de abril de 2006

...

...em mim próprio absorvido
Distante, distraído
concentrado em pensamentos
que recordam momentos
antecipo movimentos
impulsos solto primeiro
o ouro do meu mealheiro
mente que Ego armazena
uma mão que acena
para a luz que ascende
tudo o que apreendo
é preservado no medo
de esquecer quem eu sou
pra onde vou nem eu sei
mas tudo o que alcancei
catapulta o inesperado...

sexta-feira, 31 de março de 2006

instinto

No que a razão acredita
o instinto desconfia
a mente influenciavel
o coração que nos guia
permanece inabalavel
como pilar da vida
neste meio em conflito
comungamos em grupo
pela diferença nos unimos
num todo simbiotico
experiência adquirimos
como antibiótico
que cura ignorancia

quarta-feira, 22 de março de 2006

Primavera, a energia renovada


Dia Mundial da Poesia
enfatiza a harmonia
com ritmo cadêncioso
como quem planta uma árvore
deixo elevar a alma
rumo ao ceu do meu desejo

vejo flores amigas
que se vestem de cores vivas
levam brilho aos meus olhos
iluminam os meus sonhos

Sê bem vinda Primavera
abençoa o teu mundo
aconchega a minha espera
com teu abraço profundo

A Natureza
A Entidade da Beleza
que inspira as minhas rimas
que enraizam mais um bolbo

do que aprendo enquanto ensinas
com os aromas que me minas
perfumas a minha essência

segunda-feira, 20 de março de 2006

vitimas da moral

Já nada salva este mundo
deste lago, moral, um vau profundo
litros de ironia derramada
afogando esta paz ameaçada

vitimas da sorte
hipócrisia inata em nós
nascemos cercados pela morte
num sistema, voz suprema
destrói os elos que nos unem
morais que nos confundem
ditam o nosso juizo

no sedentário cativeiro
o nosso bem é interesseiro
culpamos o mal que nos rodeia
mas não interessa quem odeia
apenas quem cai primeiro

R3FL3X said...
VERDADES É O K DIZES
A MORTE POUCO IMPORTA
FECHAM-SE PORTAS PARA APRENDIZES
MAIORIA MINORITÁRIA
ALMAS FODIDAS POR TODO O LADO
HIPROCRISIA, MENTIRA E VINGANÇA
DEIXAM-ME ABALADO
"VIRUS" DA SOCIEDADE SAO RARIDADE
O NORMAL É DOENTE
O DIFERENTE É SER CRENTE
VALE A CRITICA SEM RETALIAÇÃO
PK O PERFEITO É ILUSÃO!!!

domingo, 12 de março de 2006

Decidir


Do meu canto envolvo o espanto
com escolhas que entretanto surgiram
decisões me acolheram
sensações de mim fugiram
emoções se renderam
os instintos rugiram

Satisfaço um pedido
ao meu inconsciente
o pilar permanente
do meu ego inconstante
pediu silencio

Em sereno descanso
concentro introspecções
interrogo o momento
que antecedeu as decisões
e as outras vias?

esqueço oportunidades
não surgem todos os dias
indeciso a cada passo
evito pôr o pé em falso
o futuro tem espinhos
e eu caminho descalço

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Tentativas

Penso,
Sinto o instinto chegar a um consenso,
Um fogo intenso brilha dentro do meu Ego,
Exala força com a qual me assossego
Em paz por alguns momentos,
Até surgir inquietude, preciso de novos tentos.

Falo,
Deixo de sentir o que pensava,
o instinto divaga enquanto o ego se confronta
Com asos da realidade,
sigo em vão um caminho cujo fim se evade,
surgem novos momentos por cada um dos meus tentos.

Tento,
deixo-me fluir por uma imagem,
faço escolhas como degraus no caminho,
sigo por uma via, não sozinho,
nem tão mal acompanhado,
tento por um futuro,
evito erros do passado!

domingo, 19 de fevereiro de 2006

Escolhas

Enquanto houver escolha haverá sempre diferença.
Experiência!
Esperança numa crença,
sinal de uma inteligência superior ao ser humano,
não um Deus pra disfarçar os erros do quotidiano.
O amor em traços simples é exprimido pela empatia,
não sem dor e sofrimento escondidos pela vergonha.
Que agonia!
Já sabia que ilusão há em tudo aquilo que o Homem sonha,
a frustração do simples acto
sem que a verdade se reponha.
A ronha da sociedade é comodismo, sedentária evolução.
Robots pra limpar o cu
e o teu Deus é o teu patrão!
Ès pago pra enganar a solidão.
Esquecimento é o medo de quem vive no momento,
de quem não premedita a acção através do pensamento!
A escolha inconsciente é o pesadelo mais real,
causa e efeito estão presentes até no acto mais banal.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

versos...

sofro, calmo no silencio medito
lucidez que se saceia num encontro de palavras
contam com o que acredito
tento em vão encontra-las
delas teço um vão fio sem meada
um desafio me agasalha
não tenho nada
um vazio, desassossego sem nexo
com o qual me convenço
quão caotico incomum é o meu senso

estou de partida
a enraízar a minha vida com calma
comer alimenta o corpo
semear alimenta a alma
sou agricultor de metáforas
por mim vividas
quando por fim colhidas
delas faria versos
harmonizam o dia

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

ECLIPSE LUNAR


...Um fenomeno natural veio extasiar o meu divago.
fonte:
um Eclipse Lunar que me deixou intusiasmado!
com a noção de movimento que a cor púrpura proporciôna,
a natureza do belo o meu olhar emociona!
um tecto escuro e brilhante
e uma Candeia Hipnotizante
lentamente retoma a fonte da sua luz...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

O stress

Constante ritmo
ermo e insaciavel
inconstante movimento
meio pra um fim palpavel
objectivos são portais pra novos tentos
inconstantes pensamentos empurram para novas metas
carregadas de atitude
esse legado que acarretas
raizes que dão o mote
o seguimento de ideias
alinhadas em torno dos sonhos que em vão anseias
procuras algo imaginado
o que constrois sabe a tão pouco
um lado alimenta o ego
o outro age como louco
pois nada nos satisfaz
a realidade é sufocante
é na mente que encontras paz.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Apatia! (verão 2002)

Chega! De íronia, furia cega de agonia contra um rotineiro dia.
Pra mim chega, a minha azia cabrito eu com alegria.
A minha nega à rotina, a diferença é o meu guia,
no caminho inefavel sem crença, mapa ou via.
Globo de imaginação, de liberdade, magia.
Fuga ao tédio, rotina, se eu fosse assim não agia.

Pra mim chega! Imagino, estou libetro de dogmas ou cepticismo,
se nada crio vacílo à beira do abismo!
Sem o tino e uma veia inexplicavel,
tou fodido, pra mim chega,
se desatino não consigo ser afável!

Falsa Felicidade

No nosso moderno mundo ouvem-se vozes de raiva,
um desespero atroz provoca guerras inuteis.
Enquanto fumo um paiva debato ideias na mente,
quero um futuro diferente mas o esforço é gorado,
a paz alcança um lugar espalhando o mal noutro lado!

Pró caralho todos os legisladores, provocam vís diferenças,
laços professionais embrulham egos amadores,
inventam crençass, esperam que acredite,
chamar isto de liberdade não se admite!

Existo, sou pressistente, subsisto nesta miséria.
O que me deixa liberto não se constrói com matéria.
Ideias em cativeiro despegam-se de ideais,
seguem o próprio rumo, são geniais!

Os meus iguais não lutam por um poder.
Por igualdade!
Partilhar sentimentos é chave da eternidade!
Quando a morte nos capta, é saudade que na memória desabafa,
permanece em nós numa imagem,
faz-nos pensar que a fé não é apenas miragem.

Desesperados, unidos em cadeia,
numa teia que nos prende, o dinheiro!
Incutiram valor ao impagável,
Terra, vida saudavel, é um pardieiro!
Um acumular de betão que quer cobrir o mundo inteiro,
chamam civilização à falta de Oxigenio.
Mundo civilizado atrai ganância ao convénio,
consumistas ao máximo, a felicidade é um mistério!

A verdadeira, na alma, satisfaz-se com uma rima,
emoções dispersas concentram-se à sua volta!

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Felicidade


A felicidade é um arco íris
Espectro solar em água fria para manter o equilibrio

O futuro, uma adivinha
Que se alimenta do presente
numa incógnita ladaínha

Uma rotina forma a estrada que seguimos
Mantem-nos vivos mesmo quando desistimos

Um quotidiano abstracto é o quadro que pintamos
que indica o que amamos
é entrada de uma saída

A Vida
A espontaniedade como acaso premeditado
Base da satisfação de um legado
informações adquiridas pela experiência pessoal
A que alcançamos em grupo pelo conforto individual.

sábado, 24 de dezembro de 2005

Presente!

Era algo que sabia
Nunca iria descobrir
Encontrá-lo é um achado
Nunca fora perdido
Não consigo tocar-lhe!

É um divago eterno.

Mesmo à minha frente e já passei para diante...
...Já é passado...

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Acordar

Quando nasci e este mundo me acolheu
nunca pedi ser eu ou algo parecido,
não fui escolhido, improvisado cresci
escolhas terrenas, experiências que vi,
previ, caminhos divaguei, aqui estou!

Adormeci, desperdicei-me em momentos,
quis aprender algo que nasce ensinado,
o mestre, vida, alma aberta a pecados,
vicios mundanos formam vastos legados,
evito umas, caio noutras ciladas!

A confusão antecede as decisões,
aprisionados na liberdade de hoje,
encurralados em redomas sociais,
lições utópicas sobre vís ideais,
velhas cantigas que enganam o pobre!

sou um preplexo ignorante
à espera de ser esclarecido,
já sei que não há respostas,
respondo ás minhas perguntas,
se a vida é um sonho?
espero acordar o espirito!


Inventem mais artefactos! Já dormimos no meio do lixo?