quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
...escaladas rimásticas (first note)...
domingo, 21 de dezembro de 2008
tralha inutil
é curioso o pensamento
quando adquire conhecimento
verdadeiro como quem passa
de conselheiro a trapaça
ocupa o espaço da memória
com tanta, supérflua história
excesso de informação
metade dela em vão
o raciocinio é instintivo
e pensar, um diminutivo
do sentir que rege ideias
NOTA: imagem deste minguante a 18/12/2008, captada pelo metodo do costume (maquinita encostada à ocular do telescópio - motivo de chacota por parte de todos astronomos e astrofotografos =)
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Toys are us, nu continente!
Ao mundo acabado onde há ódio, tristezas, ladrões!
Imundo gado subjugado a riquezas, vícios e ostentações!
Farsa eterna, enquanto passam serões, condenados lutam por quem governa, eu galgo texto aos tropeções.
Se tento algo, fujo enquanto o mal hiberna num tear de condições.
A sociedade foi iludida por barões, não por princesas nem dragões!
Tão racional que é o gado, enquanto penso, é controlado e por leões manipulado.
Posto de lado aos tubarões sou atirado, por isso fujo alucinado, do circo, aos trambolhões, onde o povo é tratado como chatos nos colhões.
Tenho um novo psicotrópico ingerido pelo ouvido, palavrões num papel escrito, ácido antrópico, espiral de sensações, longe de putas e cabrões, pórtico de uma galáctica que foge a ilusões, uma falha no sistema, resiste a corrupções, e a brasas mal espalhadas por falsas opiniões!
Engato o feliz e puro e sem charadas vou indo, a via é um mato escuro, enquanto cego tudo é lindo, em cada atalho há um aviso, em cada rego só começando é que findo!
Vai pró caralho se queres ser chato e sê bem-vindo a este mundo encantado e enganado.
Destrezas de espertalhões e és carrapato, agarrado a empresas e organizações, pias de merda para dar aos porcos, trocos e um rebuçado, e palmadões recebes dos teus patrões, Pato!
Abre os olhos, até o xito de Marrocos devia ser legalizado, é mais natural que certos molhos.
É esquisito, tantos patos que o tomam, sabendo que ilegal é que rende o triplo do guito!
É um bonito panorama enquanto o ar vai sumindo decidido, há uma trama que do Bem um certo Mal vai descobrindo.
Falo para quem entrar não estar fodido.
Bem-vindo! Ao mundo desesperado onde há leis escritas em mesas de vilões.
E o desespero ataca o cidadão honrado enganado pelas próprias acções.
E cai na teia social, é um insecto engolido pelas aranhas que a construíram.
O afecto é virtual na nossa aldeia tão global, que conseguiram uma cadeia, elos de vício e consumo.
Para todo o mal que nos rodeia fazer girar uma ideia transparente, fútil fumo nevoeiro ou geleia.
Eu vou fugir sem parapente, vou primeiro e sem rumo, quero ser bem-vindo noutro mundo mais profundo, onde sumo-sacerdote seja a harmonia, servindo um Deus que seja a paz do dia-a-dia, felicidade, até magia, onde o silêncio seja música, onde o debate seja orgia, onde ninguém foda o próximo por ganância ou primazia.
1 de Agosto, 2002
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
recordar a memória
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
vácuo
...hajam poesias e prosas
desta vida, um mar de rosas
com espinhos
a nado e em botes sigam
por entre o pânico, caminho
rumo a um extenso nevoeiro
mundo, este lúgubre mosteiro
alberga crentes instaveis
que as rosas vão manipulando
e o brando mar se revolta
em vão se instalam as guerras
berras e ninguem acode
nem dão pela tua ausencia
enfrenta o vasto vazio
na sua essência...
terça-feira, 16 de setembro de 2008
de passagem
vivo a passar o tempo e matá-lo com o meu viver
acabo a vida sem tempo, sem a compreender
ao esclarecer cada momento em que a percorro
equilibrar com felicidade cada tristeza que choro
morro num lento processo, por respirar
regrado por este meio, vida que me vê passar
guias me empurram em tentos e decisões
mas minhas motivações em vão se incitam
tentam algo original, de outros imitam
tantos que aqui passaram e progrediram
tudo o que de mim broto, algo efémero
como tudo o que antes viram meus olhos
FOTO: magnifico poço profundo no rio Teixeira perto do Cercal
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
7 anos

sete anos complexos
divido-os em vários anexos
de liberdade em cada ano
comprometido com quem amo
celebro tudo o que passámos
recordo o que alcançámos
o que faria sem ti ?
luto por ti até ao fim
vejo-te como minha musa
inspiras a mente confusa
que arrasta o meu corpo
sete anos que me fortalecem
enquanto versos se vestem
amo-te do meu coração
sem ti sou morte e solidão
seria a vida uma tragédia
quinta-feira, 31 de julho de 2008
grafia abstracta
no longo e fugaz horizonte
unindo a selva dispersa
difunde a calma aparente
na tela sempre diferente
a alma surge emancipada
solta a aura natural
inspiração em debandada
dá lugar à descoberta
de um futuro incerto
com tantos sonhos por perto
vida, este quadro vazio
a um passo de ser colorido
segunda-feira, 14 de julho de 2008
condução instintiva
cabisbaixo,vagabundo
por ambientes indiferentes
ao que se passa no mundo
o instinto escolhe soturno
entre lúgubres pensamentos
acções em vão desencandeiam
o futuro em que se incendeiam
finais felizes, distantes
passado, livros em estantes
e o que se entrega ao momento
apreende o errado e o certo
e um passo escolhe o caminho
sozinho, observa quem passe
até que ultrapasse o que enfrenta
enquanto tenta um desfecho
o instinto é um trecho do guia
terça-feira, 1 de julho de 2008
vidas celebram outras vidas
ao desaparecerem os medos
em revelações retrospectivas
mentes se abrem ao mundo
sonhar , um mapa profundo
das vias desconhecidas
morrer será uma constante
entre variaveis presentes
escolher trás muitas saidas
felicidade dura uns momentos
entre as tristezas memórias
histórias de apontamentos
vidas celebram outras vidas
segunda-feira, 23 de junho de 2008
domingo, 22 de junho de 2008
existir
A existência dissoluta de uma mente pouco astuta anuncia decadência, de um ou outro ideal, em permuta na consciência. E um louco deambula e renuncia a persitência de uma aldeia global, que de paradigma pouco pula, a ciência é um enigma que confunde a existência. E a mente individual só é audaz se duvida, zela e paga com a vida pra provar que é capaz de vivê-la.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
pensamentos soltos
administram o que sentes
reanimam inconscientes pensamentos,
ideais são trespassados
entre esboços, feridos quando acordam,
apontamentos corrigidos
recordam que em tempos idos nasceram,
até hoje permaneceram unidos
e aborrecidos, não nascem todos os dias,
não destinguem tristezas das alegrias
penso, em nada me instalo, psitacismo mental
tanto ideal categórico, estóico escrevo e rimo
impaciente ao infinito, ritmo entra em atrito
monologo em calma aparente, a pensar como quem sente
o ego fala a seu gosto, eco da religião sem crente
FOTO: serra da lousã perto do burgo ao nascer do dia
quarta-feira, 14 de maio de 2008
paz utópica
réu, advogado e juiz, no tribunal desta vida
sobrevivo por um triz à ditadura de mim
escolho o que nunca é bem assim e em vão fujo
encurralado em entretantos, divago, sujo o meu sonho
esclarecer o passado, com o que proponho é irrelevante
alicerces que construo, frágeis, caem num instante
distantes metas alcancei por etapas, outras virão
sou contra guerras, ao serão, sentado, parto um canhão
é o meu protesto, desabafo e o resto, talvez dê pra mais um bafo
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Escalada trip@Redinha
Não é muito habitual postar coisas destas aqui, mas desta vez não resisti portanto isto é um video sobre a actividade de escalada recriativa=D realizada por mim e pelos meus amigos(o video tem créditos=)em vale de poios e na nossa senhora da Estrela perto da Redinha, a 16 de março! Caminhámos toda a manhã desde poios até à senhora da estrela(o k ainda é um esticão brutal a galagar mato) mas a malta estava bem armada para a luta, munida de canhões:D e granadas de mão(sagres=)! A trepada propriamente dita decorreu numa unica via, a "não nomeada"IV+ no sector Fendilhona(e era a mais facil de todos os sectores:), trepámos todos com Top( metade da malta nunca tinha escalado na vida)e correu tudo fabuloso(tirando um empurrãozito ou outro=)! Foi um dia brutal...
P.S. a musica do video(não aparece nos creditos pk m falhou a memória) é dos CALLENISH CIRCLE(holandeses com ganda malha fixe) com a " no reason" ! E ficam desde já avisados que o cromo que realizou isto deve ser é um grande ceguinho
segunda-feira, 7 de abril de 2008
guerras

de regras que são deprimentes
e as guerras que dão em massacres
desculpas para os melhores saques
países inteiros manipulados
civis sem voto e mal tratados
sem razão condenados, mais um cabrao
daqueles que escorraçam talibans
pró Afeganistão continuar a dealar pó
e o Iraque, o reino das 1001 noites
entre açoites de ditador e capitalista
por poder se gera qualquer conquista
´Foto:americanos nos arredores de Bagdad, sacada do google;
quarta-feira, 26 de março de 2008
momento eso-apocalíptico
com todos os stresses do clima e o aumento do iva
a progressiva mudança e o desequilibrio na balança
a Era do Homem finaliza por violarem os Hieras
ao profanarem o sagrado que conserva a Natureza
este incauto atmosferico acaba com o plano etérico
há um acordo numérico entre os que nos governam
nada conservam em prol das gerações que aí vêm
consomem tudo o que têm pelo conforto terreno
covardes com medo da morte, na vida é o que acontece mais
ideais mudaram muito mas metodos são sempre os mesmos
instinto de sobrevivência da fonte dos padrões eternos
unir o espirito e a matéria e atingir o macrocosmos...
sexta-feira, 21 de março de 2008
ainda há primavera
a que resta, face ao mal que se manifesta
neste mundo acolhedor, já foi melhor a primavera
sem poluição humana a invadir desta maneira
angustiado, sigo aromas, a panaceia das flores
esqueço as dores que sinto, pelas cores envolvido
durmo sob o céu estrelado, contemplo imaginativo
a maravilhosa mata, eu apenas um ser vivo
tal como as aves que cantam, harmonias que me encantam
esqueço até que sou humano, por vergonha do que fazemos
destruímos a natureza, sem ela não sobrevivemos
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
HOMEM versos MUNDO
Há um revés de gerações que pulsam vida e se sucedem, um efeito borboleta em todo o mal que antecedem. Água, fogo, terra e ar, sofrem com um elemento, o Homem, o seu mal continuo provocado num momento, fez da escolha natural um acesso premeditado, o que transforma, o que constrói é destruido noutro lado. O confronto é inevitável entre o meio e o poder que se alimenta do medo que faz transparecer iludindo a ignorância...
(Fiffas)
...com a inconsciência à sua semelhança através da acção tansa. Poluição é mais que uma ameaça, é uma causa para a degradação do planeta. Avançam intempéries por falta de mentalidade, a capacidade de raciocínio escasseia nos tempos modernos. É tudo tecnologia, evolução e a cada dia que passa a incompreensão ganha terreno. Erros e mais erros, poucos tentam evitá-los, os lapeiros comodistas irão ficar engasgados pela merda que favorecem. Não compreendo, mantenho-me a par, recuso-me a aceitar certas cenas que acontecem, prevalecem e se mantêm malificiosas, para as propostas que natureza nos pôs. Humanidade bateu na porta errada, naufragou na via a que se propôs. Valores sofreram uma reviravolta e nas sociedades o pânico se instalou. Há falta de gentileza para quem nos criou, criou-se um clima podre na civilização, existem confrontos desnecessários que originaram esta minha visão. A fé ou esperança que guardo, não é mais que um vazio concentrado de estupidez humana que interfere na minha compreensão...
(7virus)
...se o Amor tem mais poder que a violência há um paradoxo que me testa a paciência, a minha experiência diz-me para adorar a Terra, a mesma corrompida pela ganância da guerra. Opressão e monopólio são os novos ditadores, os mesmos que alugam o espólio, prometem vidas melhores esgotam recursos inuteis incutem os seus valores como a nova religião, materialismo, a doutrina consumista que nos empurra do abismo! Condenados a uma vida futil presos a um meio social que nos leva a um futuro sem um dogma ou ideal, satisfatório! De geração em geração vai-se arrastando o promontório que noutro sitio se acumula, a base da nossa vida não se regula, sofre em permuta constante. De nada vale a sapiência quando o rei é ignorante. Nada garante o que reserva o futuro, segue por vias transcendentes, reflexo dos erros do passado predicando tudo o que sentes.
O bem, o mal, as duas faces de uma moeda, o próprio Homem
o produto da evolução das energias que consomem
qualquer acção e reacções ricas em efeitos secundários
espelhos da civilização inibem os sonhos primários
(Fiffas)
Todo um ciclo de vida é afectado por um ser inoportuno(ai é agora após o sono?!)
o ser mais complexo transformou o rumo vitalício
por mais artificios que se criem, já não nos tiram do lodo!
(7virus)
...o credo na religião não nos salva do purgatório, o nosso próprio asilo, provoca um peso notório, na consciência! A experiência de uma vida, que hábil, solta a inocência, enfrenta o vasto vazio, na sua essência. Um mundo sem opressão, só altruísmo, acumulado em vão, sentado à beira do abismo. Enquanto escolhas se apagam uma chama permanece a iluminar cada alma, que sonha e o seu destino tece, numa ventura, com a fé de que emoções surgem de energia pura! Boa ou má há em cada um, canalizá-la é uma amargura, saber qual influencia mais a qualquer momento, cada acção é um espelho que reflecte o pensamento. Mas há acções positivas que despoletam negativas, tornando todo um meio, eterno ciclo vicioso, enquanto morre um anjo nasce um demónio ansioso, lutamos sem argumentos, só quando o mundo se perde, unimos os nossos sentimentos! Protecção, competição, são inatas em qualquer espécie, é o coração a pulsar vida que todo ser agradece. O Deus, vida alma global que surge em toda a natureza, relações fisico-quimicas que alimentam a mesa em simbiose de Amor. Gerando todo um Universo, o Deus maior!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
poema de merda 31 (27 abril 2002)
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
desrótulos
...sigo neste mundo,incarimbado, sem estatuto
digo que sobrevivo, apenas quando sou astuto
quando ligo ao momento, à inconstância
escritos causam conflitos, atritos com a consciência
eu, cidadão sem proteção, roubado, e de calças na mão
em vão protesto, num desarrufo com o texto
é um pretexto, assim exprimo inconformismo
à beira deste abismo, dou um passo em frente
Vida, causa e efeitos, defeitos, metas aparentes
regras serão meros guias, desfechos há quantos tente...
NOTA: imagem captada pelo o metodo do costume, no ultimo quarto minguante
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
recessão
interesseiro materialista, poupo o que gasto primeiro
o fogo que me ataca a vista queima a mana que reservo
já me gorverno com trocos, patrões a puta que os pariu
hoje trabalho pra aquecer, amanhã vou morrer de frio
tenho que pagar a vida, leis que oprimem os fracos
nasci para ser livre, mas sociedades são como barcos
se não me afogo tenho de pagar a passagem, integrar-me
tenho que prestar vassalagem ao meio que anda a enganar-me
tento ser eu e gasto, impulsos da minha vida efémera
sonhos uma quimera, a minha eterna condição sobrevive
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
a ode dos inconformistas
... Penso por cabeça minha, sincero comigo próprio escrevendo rimas incoerentes, sinto a poesia como colóquio! Sou minoria, do partido mais seguro, habituado a crescer onde à partida não há futuro, pois se cresce até ás massas torna-se apenas mais um vicio, ilusão! Todos são originais, outros macacos de imitação. Não interrogam onde apreendem o que sabem. Até o macaco acede à imaginação, o improviso! Inspiração momentânea surpreende como aviso de que há algo mais no crânio. O erro de todos é, no fundo, querer ser sempre tão espontâneo. Não preciso, sou um ignoto de passagem, se não premedito o que digo, ainda percebes a mensagem...
... Fujo da realidade, vivo só de madrugada, odes puras de verdade escrevo, a lua é minha musa. Melancólica inspiração pra uma vida tão confusa...
NOTA: isto são apenas as partes menos aborrecidas e entediantes, de um muito mais extenso, profundo e degradante poema que escrevi em fevereiro de 2003; li o poema todo(10 minutos=D) e bateu-me como se o tivesse escrito ontem...
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Natalicias 2007

fortes causas, catástrofes, da realidade surgem comédias
como quem dias passe até ser passado ou ultrapasse um obstáculo
vida, só um momento que desaparece entrentanto, então calculo
coisas que não engulo, a morte que me rodeia, tanto cabrão que odeia
amores padecem-se em pranto, os solitários esquecidos
festas celelebram amigos, a nostaligia é vivida
Natal é uma hipocrisia, puta que pariu a vida
Nota: dedicado ao meu amigo do coração, mano, daquelas patuscadas maravilhosas em tua casa por cima do neves a jogar aquelas consolas maradas e a fumar aqueles cigarritos e charutos ás escondidas e essas recordações boas que eu sei que tu sabes e que eu nunca vou esquecer; IRMÂO António toninho prado roxo alexandre xana xaninho xano querido galinha fintas com aquela pinta, um abraço deste amigo que promete recordar essas cenas todas fixes que passámos juntos! E acho uma grande merda ter dizer esta merda toda por nunca mais poder tar contigo e essas pessoas todas que espero tarem aí contigo no paraíso a quem queria dar aquele abraço!
life: 4 de janeiro de 1979 - 23 de dezembro de 2007 ; acho catastrófico isto e estou muito trite e choro! fico xunga a pensar na vida que está sempre a fugir debaixo dos pés! Acautelem-se os que ainda estão vivos e festas prudentes para que ainda haja amigos tão grandes como este que acaba de nos deixar
domingo, 16 de dezembro de 2007
filosofia barata
tudo mudou desde que cheguei, incompreensivel o que sonhei
evitei ciladas e de mãos atadas continuei por outras borradas
amanhã não vou ser o que ontem almejei o que hoje sei desaparece
em cada escolha que tece este caminho que me olha sozinho
que não condena a companhia é o coração que me ordena como guia
a cada dia que passa só sentimentos vão ficando, como ideais
o resto das regras sociais são apenas superficiais e me encurralam
por todas as ideias que em mim conservo esqueço as que sinto quando observo
FOTO: por Tiago Amado@acampamento base/rio Teixeira
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
musica nas palavras?
de volta aki quando tropeço em palavras, sigo um ritmo absurdo
e mudo sinto-me sereno, amenos sons que me desprendem do silêncio
a inocência contempla imaginativa, a odisseia auditiva, que se propaga
não é praga nem virus, nem som puro em concreto, decerto será um pretexto
ritmo surge num texto, somente é musica pura, depois de feita a leitura
perfeito estranho é o tema, alheio ao lema daki, sai fora da melodia
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
mais 7 versos
olhas, segues em frente, então a mente reflecte sobre lógica do acto
inquiro o que observo, reflectido em meu pranto, um vislumbre da vida
escolhi a minha em função de outras, que vejo em antros onde paro entretanto
entretido com estrelas, contemplando as janelas do tempo, vai passando
não saio disto com vida, conto a já vivida reflectindo decisões, sinto que ando
no campo das minhas acções, passam-me ao lado evoluções, escolhas que nunca compreendi
domingo, 4 de novembro de 2007
imaginar liberta
sugo cada pormenor que vou organizando avulso
a sensação de clareza não é adquirida em pack
é acumulada entre gotas, espero que a fonte não seque
fonte que ouve com atenção o meu verso
regista o que não converso, não me reprime
exprime o que o espírito emana, voz de si próprio
do solstício ao equinócio há todo um ciclo de vidas
aditivos cognitivos à minha imaginação
divago o óbvio o aparente e o real com travessão
liberto o odio o interesse, mantenho a motivação
mantenho um dogma inato, a liberdade de expressão
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
tat twam asi (assim és tu)
espero da minha inércia neuro-sonhos activos
conservo um dogma lunático
chave de um portal intergaláctico
onde mato a sede na fonte da sapiência
tão imensa, imedível, une fios de experiência
por onde sigo agora? em ideais abro parênteses
por me embrenhar em pormenores que acabam em reticencias
experiências incompletas, esperam que acabe o que começas
mas curta vida, é um puzzle no qual nunca se esgotam peças
cresço vão, irrisório, no imenso mundo que exploro
vivo dos passos que dou, a inspiração nunca acabou
imagino, algo começa...
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
sei lá
como um reflexo de vidas no meu campo de visões
reacções solto, indignado pelo raciocínio toldado
ideais já me ensinaram mas era tudo emprestado
ignoro esse escrutínio de eleger burros e sábios
imprevisível pensamento, difícil é le-lo nos lábios
do momento em que o sinto até exprimir a ideia
já é uma trama complexa, sou apanhado na teia
entre a ordem e o caos, dirijo-me pelo presente
pensando aquilo que sinto, ajo, real, absorvente
como reflexo do meio, não luto pelo que almejo
sofro pelo que anseio, sigo o coerente que vejo
terça-feira, 25 de setembro de 2007
nada
improviso antigo
Consequência: há um sarcasmo enigmático, quando apático, emito um espasmo. Um dom galático envadiu o espirito, se o vires, traz-mo. É o poder satírico, a expressão do desejo! Só o sinto quando o exprimo, mas sinto muito, não o vejo! Como queijo, algo escapa na memória mas não ostento, não invejo! Teço um esboço agora, reciclo o que deitas fora. Tão grande o Mundo que és, e tão pequeno aos meus pés, caminho-te por me ir embora...
10/1/2003
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
ser e sentir
sentes sempre quem és mas nunca serás o que sentes
o que sonhaste esqueceste, planeias algo que desmentes
mentes aos teus desejos, segues vias que surgiram
despojos que acumulaste taparam os rastos que te guiam
e és um reflexo do meio, sentidos são em ti clonados
estás vinculado a seres pelo Ter amaldiçoados
sozinho segues vazio por tentares o que sentiste
em grupo sentes quem és, mas nunca o que almejaste
o que sonhaste esqueceste ou sonharás para sempre
nessa calma vitrea, colaste em visões pasmosas
a realidade e os sonhos, fundes em poesia e prosas
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
divago
verdadeiras melodias criadas em circunstâncias
acolhedora floresta e o espirito que se manisfesta
nesta parca estalagem, a realidade é uma miragem
ambas caleidoscópicas, visões surgem num todo
amor à primeira vista e só depois a conquista
de uma experiência mística com palavras
terça-feira, 7 de agosto de 2007
elixir do Amor
compartilho afecto mas não chega o que está à vista
tento ser como tantos mas nada sei, ignorante
de revelações que agradeço, teço o que preciso
tal como antes afirmei, sou apenas farol cintilante
à espera de atrair um barco com meu parco sorriso
ilumino improvisos, dou-lhe a volta com palavras
portas fecho, metáforas, dou a chave para que abras
o outro lado da mensagem, onde revelo a passagem
no inicio do fim da vida, não sou uma só imagem
todo um um conjunto de trilhos, de onde vim até hoje
não sei quem sou e perdido tento chegar tão longe
já sei o que é ficar velho, abuso, morro, recuso
e saboreio o caminho, experiência é tudo o que uso
viver é enquanto há momentos, tudo a que damos valor
sentimentos como Amor que rejuvenescem a alma
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
sem nexo
confrontos entre melodias e dicionários baratos,
compõem feitos e defeitos neste sitio pacato,
trago ritmo, no texto aqui brincam as palavras
desabafos abstratos que em paz soltam uns bafos,
convexos nexos esquecidos, é absorvida a coerência,
efeito harmónico verso, recarrega a paciência
caralhadas á parte, a educação vem do momento
de empatia e antipatia surge todo o pensamento,
nós e outros, orgulho, competições e problemas,
menos relações da alma, mais de corpo e emblemas,
não compreendo o processo, por isso falo sem nexo,
já nem em papel escrevo, tecnologia e progresso,
tema elimino do medo, de não sentir este divago,
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Guias... I
a brandura tem mais poder do que a força,
na antagónica vida, evolução, sobrevivência,
a água mole é mais forte que a própria rocha,
a Verdade é metafísica, detectou a evidência!
O Amor é simples e mais poderoso que a violência.
Do Samsara mundano ao Nirvana, me guia o quotidiano,
verdades da ilusão emano, do sofrimento até à libertação!
Guias... II
sigo ao longe o imprevisível, o monge, o hábito, os véus,
sinto-me enlaçador de mundos, um caminhante dos céus,
escravo da própria vontade à mercê da Humanidade,
procuro encontrar equilibrio e coragem para o manter,
caminho feito dos princípios que edificam o meu carácter,
a poesia é o perfume da alma, emano clareza de espirito
pelo sentimento sublime, sou um apaixonado pela vida,
a convergência de paixões, recordações das já vividas,
alimentam o fogo, energia geradora de Amor, a emoção,
viver é o prazer visceral ritmado pelo coração,
acompanho outros seres, guiado pela compreensão!
Fotos: Buracas de casimilo na serra do Sicó;
segunda-feira, 30 de julho de 2007
sonhar
onde alcancei o inesperado, alimentei expectativas outras desapareceram,
padeceram de ignorância face ao meio ignóbil que escrutina o que pensamos,
construimos lentamente o que hoje somos, alcançar a Utopia, uma maravilha,
imaginá-la é uma armadilha, um futuro ideal é uma quimera, a fantasia,
enquanto fazia planos, o futuro que pensei, esbarrei com a realidade,
saudade dos sonhos que desejei, constantemente esquecidos pela rotina,
ainda ontem intenso, hoje sonho mediano, ofuscado pelo abstrato quotidiano,
que nos valha o amor, gerado por ligações, não foi escolhido é partilhado
pela empatia de todos os laços de afecto, sei que sonhar é ser amado...
quarta-feira, 25 de julho de 2007
"é complicado"
tudo é um pacto entre ideias que forma em nós um legado
do complicado subsitir a este complexo sistema, há um paradoxo,
tão simples é desaparecer mas lutamos pelo que é nosso,
o que cá deixamos relata ínfimas passagens quotidianas
os nossos sonhos redondos moldam as nossas vidas planas
ultrapassadas metas, a loucura reevindica novos tentos
pensamentos abastratos, guiam-nos entre caminhos turbulentos
isentos seguem desejos, se a História hoje os recorda
foram concretizados pela ambiciosa sobrevivência
a inocência ousada que emanamos como coragem...
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Neste momento
num sem fim de perguntas sem resposta no pensamento
e em tal nada dizer peço ao condão do apontamento
reter uma fracção de nada, colorida, neste momento
um momento em que o instante é uma demora
turbilhão de emoções quando a paz chora
enquanto a inspiração se vai embora
este momento reflecte o que sou agora
um momento perdido entre uma hora qualquer
2002
terça-feira, 3 de julho de 2007
GAP - Pista 1

GAPs educacionais, fronteiras entre teorias,
cada qual com suas, crenças e ideologias,
unidos pela alma, iguais, subtis diferenças,
pensas, ajo, reagem, alguém explora o que inventas,
a esperança que alimentas espalha fé noutros sítios
ainda não corrompidos por assembleias e comícios!
Se há um Deus, está em nós que acreditamos na vida,
no adeus dos que partiram reside a chave da saida
deste ignóbil labirinto que encurrala o que nos guia,
cada qual no seu caminho, coadjuvado por muitos
entre tantos oponentes, seguem conceitos diferentes!
Isto até eu sabia, aprendi em aulas de biologia,
competição entre as espécies, extinção, evolução,
Humanos em revolução, confrontos com a consciência,
partilhar e cooperar até Darwin sonhou com isso,
História revelar a essência que nos mantem nisto,
este ciclo vicioso de gerações a evoluir
por um trajecto delineado, existe um pacto conciso
entre o capitalismo e o paraíso, um utópico sistema
conto o que já sabes, poema existencialista
expressa o meu inconformismo, é uma pista...
NOTA: a foto é no Canadá, o Flowers tem-me enviado lindas imagens dos sítios que tem visitado, já tenho autorização para as partilhar e espero faze-lo em breve =D
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Carapeto view
introduzi-me, alimentei a minha imagem,
de passagem pelo Mundo teço uma mensagem,
tudo aquilo que vejo é uma miragem,
ilusão! Espalhada pela televisão
fazemos parte dessa programação
telenovelas... da nossa nasce a vida delas
e cresce, nem damos por ela,
vidas artificiais, sinais de mais atracção,
V.I.P. mais importantes que a informação!
Não quero quero saber quem és, só o que sentes,
algo que inventes como fazem tantas mentes,
estão contentes mesmo que a vida não desvendem,
olhos tapados por vendas,
a realidade mesmo à frente da cara!
Olha o cota, só está bem a ver a bola,
a beber copos, esquece a vida , essa revolta,
decisões que vacilam face a tanto caminho,
tanta gente a andar às voltas como um moinho.
Nunca me tento esconder,
espero o que possa aparecer,
menos o que não prometeu vir,
luto, acabo por conseguir,
porque me deixo levar, partilho o que trago comigo,
nunca pensei em escapar, sonhos na mente se activam...
NOTA: Carapeto é o meu amigo que escreveu grande parte destas rimas já há uns anitos, alterei-as e adicionei mais umas rimas para transformar isso neste poema =D
quarta-feira, 27 de junho de 2007
7 versos
Quando um divago sem rumo, surge vão, deambulado
Um limiar de analepse paira sobre este futuro
Como um tear a estrear, tecer um padrão no escuro
Premeditado a pensar, será que a vida não muda?
Continua, como ponto de partida deste saber empírico
Experiência que defino através de um preâmbulo lírico
terça-feira, 26 de junho de 2007
rimas de Fibonacci

nós
somos
o mundo
a sobreviver
num meio a tentar ser Um
Deus nos convida
na vida
ego
sou
vou
depois
tentar a
sorte que me vê
feliz entre quem me guia
quem me castiga meu ego que me reprime
tudo o que imagino
espalho aqui
sou feliz
NOTA: isto é uma experiência minha a tentar escrever um poema com base na sequência de Fibonacci; claro que não é original, o pioneiro deve ser o vocalista dos Tool, Maynard, quando escreveu aquela musica, a Lateralus, aliás, foi nessa musica que peguei para elaborar isto;-]
domingo, 24 de junho de 2007
Solstício de Caranguejo
para o fumício convidei a imaginação
a inspiração colou-se junto
e em conjunto partilhámos a lição
neste verão de Caranguejo
vejo palavras soltas
quando voltas, Sol que no Zénite brilhas
iluminas as ideias dispersas
a norte do equador alimentas
de entre todo o amor que inventas
tentas em mim ideologias sem temas
ensaios, dos teus raios surgem poemas...
quarta-feira, 20 de junho de 2007
OM

absorto em pensamentos divago
deliciado com esta subtil permanência
dos três primeiros estados da consciência
gérmen de todos os sons que me rodeiam
espirito cósmico, infinito que todos desejam
ele é o corpo sonoro do absoluto
ao alimentar-me esperança é resoluto
é a ressonância fonte da energia que sinto
sinto-me confortavel nesta incerteza
viagem na relação mágica com a natureza
em simbiose com uma noção cíclica do tempo
confuso a racionalizar um pensamento
enquanto Om me conduz das trevas até à luz
da ignorância à verdade, da morte à imortalidade
"a verdade é unica embora os sábios a conheçam como muitas"
NOTA: inspirei-me em Mantras hindus neste poema, mas o que está entre aspas é um verso do Rig Veda, livro dos hinos e o mais antigo dos Vedas, que são dos textos religiosos mais antigos do mundo;
terça-feira, 19 de junho de 2007
dificuldades
é o que conheces a vingar-se naquilo que teces
o que caminhaste a cercar-te por onde passes
o que realizaste privar-te do que idealizaste
como supunhas não serás tudo o que sonhas
as realidades medonhas são tudo menos risonhas
e desafios que aceitaste, momentos desafiaste
e dificuldades na vida, sentidas porque lutaste
NOTA: esta foto foi tirada no parque natural da Baía de Fundy, no Canadá, pelo meu amigo Flores(flowerpower) que a visitou recentemente;
quarta-feira, 13 de junho de 2007
blog com tomates :-] é PREMIUM

O Blog com tomates, segundo acabei de me informar, é uma bonita inciativa que atribui prémios simbólicos quando considera um "blog com tomates aquele que luta pelos direitos fundamentais do ser humano". Ora, não sei ao certo se os meus poemas correspondem a essas directrizes, embora a mensagem que tento passar através deles reevindique de uma forma ou de outra a tal noção de liberdade, compreensão do que me rodeia, e até, o nicho metafórico ao qual chamamos PAZ, que tento espalhar aos 4 ventos. Agradeço este surpreendente reconhecimento à minha querida amiga Anabela que me nomeou: muito obrigado por vires aqui, dás-me imensa força para continuar as minhas "tempestades mentais", és um estimulo enorme!
E como não podia deixar de ser, faço aqui as minhas nomeações, premeditadas após reflexão, pois parte destes blogs apenas leio, sem coragem para um comentário à altura, mas adoro visitá-los:
amo-te Luso
Crazy moon language
Por favor amigos, ao lerem isto vão ao Blog com tomates comunicar o vosso prémio, e de seguida fazer as vossas 5 nomeações. Abraços;-)
terça-feira, 12 de junho de 2007
passado eterno?
descritos, contos e fábulas e romances esquisitos
contam dias passados, conhecimentos latos de longe
os que preveram o futuro que no qual me encontro hoje
perdido entre gerações que geram paz neste confronto
o sinistro e o estranho surge em caminhos que me entranham
protegido pela sorte do amor dos seres que me acompanham
busco em morais do passado uma antevisão desta incerteza
mas não para atenuar a dor quando antecipo tristezas
a beleza dos sentidos é que se entregam a momentos
é por cada pormenor que deus existe nos sentimentos
releio ditos de outrora, funcionam como os de agora
e embora o homem de hoje se afirme em voga, moderno
o conhecimento tem raízes e o passado é eterno
quarta-feira, 6 de junho de 2007
canyoning no rio teixeira

escondido na serra da freita
foi encontrado por nós
jamais fariamos a desfeita
de não desfrutarmos o paraíso
e indecisos passámos um obstáculo
rapel de 25 metros era só o 1º nivel
são 2km de rio, 210 metros de desnivel
foram bastantes cataratas num só dia
aguas limpidas, piscinas, uma maravilha
é com orgulho que as mazelas exibo
e agradeço aos companheiros do trilho
proporcionaram uma overdose de convívio
faz-se em três horas, nós fizemos em sete
gozámos a paisagem exuberante
e para a próxima a experiência promete
embrenhados na vejetação luxuriante
espera por nós rio, que cá voltaremos
alcançar de novo o que prometemos...
NOTA: este devaneio é totalmente inspirado numa aventura em que participei com o Tiago, o Miguel e o Ricardito, no dia 3 de junho de 2007; como expliquei no poema=D, fomos fazer canyoning num desfiladeiro do rio Teixeira na serra da Freita, para quem se interessar por esta maravilhosa actividade=D, pode encontrar AQUI todas as vicissitudes deste maravilhoso spot em particular=D
quarta-feira, 30 de maio de 2007
...este sentir...
nesse divago eterno
ser, sentir, tantas formas
mundo, o meu caderno
regras, normas, esquecidas
tantas fases vividas
frases soltas, sentidas
paixões exacerbadas
sensações momentâneas
divulgadas a soldo
por sentir as palavras
sonho ser o que moldo
rimo, falo ao meu gosto
são faces do meu rosto
exponho o que fecundo
no mundo, o meu caderno
sinto, sou tantas formas
ritmo chega a fluir
nesse divago eterno
neste ser, este sentir...
Ilda Oliveira said...
Quanta luz sou !
Serei ?
E nas longas noites
Saberei pintar a cor do Sol ?
Lembrai Sou !
Para que possas ser Luz radiante.
Se gota de lágrima sou.
Vós sereis os rostos por onde corro em compaixão.
Se gota de água sou.
Vós sereis Oceano, onde reflexos de meu ser encontrarei...
Se por vezes em vosso contínuo caminhar encontrares quem não pense ou sinta como “Vós”.
Que importa !