domingo, 24 de março de 2013

2013 floresta mundial


...a primavera chegou e o clima que se anunciou foi uma chuva contínua que lavou qualquer ser vivo, enquanto o espírito carecia de uma overdose de convívio, no dia mundial da poesia. Com enchidos para a mesa, os amantes da natureza trouxeram vinha dos poetas, na floresta dos profetas celebraram harmonia e partilharam o dom de artista de uma ressonância rítmica a celebrar mais uma experiência mística...

domingo, 27 de novembro de 2011

Poema de merda 2011


...mais um ano de loucuras, conjecturas sobre os novos mandamentos que a crise ditou. O deslize de orçamentos provocou mais ditaduras, pois quem resolve os problemas também foi quem nos roubou. Identidade, confiança, inteligência, valores que foram roubados e dos despojos reciclados cresce a essência do medo. O segredo da coragem, que é uma capa da angustia, serve de força motriz, debita astucia que nos guia na viagem. Por um triz escapamos, mas na vida há a certeza que num final desabamos. Procurando no amor tudo o que bem realizamos, é tornar num paraíso o caminho que pisamos, partilhar com quem amamos tudo o que de bom criamos...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

a deambular por aki


...desapareci daki há muito, entre tumultos de palavras soltas, presas ás voltas na mente, explodem num eco decadente e devolvem um impulso diferente, breves apontamentos de psitacismo idiota num flow que andou a armar-se em poliglota. Um sismo de encantamentos abala o consciente hipnótico, segue um ritmo ordenado em tom caótico, sacode sonhos e avisos, lágrimas, vilões sorrisos! Tremeu tudo por dentro, nesse baile me concentro, danço entre vocábulos e as estrelas mais belas, espalho o som de um concerto silencioso, num discurso preguiçoso que demorou a aparecer só pra dizer que faz o que lhe apetecer, o que é exposto não leva a nada, o busílis da caminhada é cada passo do caminho, pois no final já não há meta, apenas um novo começo de adaptação ao progresso. Não deixo Deambulos morrerem mas tou sem tempo para  tempestades mentais, quando surgem essas vontades, retraio o impulso de aki vir justificar o meu acto de pensar, é um desacato, ego otário enganado pelo parco dicionário, só vim aki dizer a mim que volto cá quando puder, para relaxar...     

domingo, 18 de julho de 2010

sinergia tropical

cinco estrelas em crescendo constante contemplaram o Sol brilhar a montante. Entre os ecos surgem musicas em tópicos, caranguejos, capricórnios, apenas tocam os dos trópicos na solene balada que em perene madrugada se recusa a crescer...

domingo, 20 de junho de 2010

dedicatória singela


como um clone de palavras, aproveitador de ritmos, do passado bebo um trago, Camões, Pessoa, Saramago, dos seus feitos, um divago aqui teço enquanto aqueço a inspiração e a ordeno em pautas, "Nesta frescura tal desembarcavam já das naus os segundos argonautas...", encaixo mais umas notas e um outro plágio está à espreita, "Não fui alguém. Minha alma estava estreita... ", de ideias sigo isento, hoje, poeta não sou nenhum. "Eu posso ver as pessoas por dentro, mas só o faço quando estou em jejum..."

Nota: divago forçado para dedicar a estes mestres das palavras, sobretudo ao ultimo, que como os outros dois, merecerá ser imortalizado pelas suas próprias palavras!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ao som etéreo!


há coisas que não apagas
ficam marcadas no corpo
como chagas num morto
que perdeu o seu combate
de emoções, formas de arte
algo que possa ensinar-te

ritmo que eleve o espírito
revela a essência de alguém
é certo que bocas de pobre
não enriquecem ninguém
mas também geram inventos
puderam tentos ser feitos
da ignorância aos conceitos
ideais seguem isentos
mas sem lugar ideal

e como tal aki habito
em, e meio superficial
no limiar do que acredito
já nada trago comigo
alem de um imaginário
cubículo infinito
que ignóbil desperdiço
quando a luz não ilumina
este submisso destino

como espírito eterno
num invólucro efémero
sigo a compasso ritmado
e a dançar ao som etéreo

Foto: no poço azul em 2007

quinta-feira, 22 de abril de 2010

restos de tudo o que confio


de tudo o resto, há coisas que eu detesto
que constantemente me avaliem
falsamente me aliviem
do meu desassossego
sinto-me como um cego
mas nada nego do que sinto
aceito tudo o que bombeie o coração
tão despreocupado na inconstância
o sucesso inveja a minha auto-confiança

domingo, 21 de março de 2010

Equinócio da Esperança


Uma vez mais rumámos à floresta mágica
nova página entre os demais instrumentos,
emoções, sentimentos, surgem da ressonância
improvisos da essência que indivíduos emanam
inconstância em cada mano leva à transcendência
vibrações ressoam soltas até ser de madrugada
a mata vai-se envolvendo, dança ao ser despertada
novamente abençoada pela ascensão rítmica
nova trupe em similar experiência mística.

sábado, 20 de março de 2010

take off


...um divago, puxa a falta de um trago, de toda a sapiência alheia que vagueia, como ditado disperso por todo um universo, esta aldeia global com paradoxos, um quintal cheio de frutos alguns pouco ortodoxos, a procurar satisfação em encontros inevitáveis, esquecer celtas tradições de que o ser perfeito é inigualável, Deus é também um Demónio, ódio depois do amor que seres humanos oferecem à humanidade, a humildade esquecida pela intolerância à vida que progride inata a qualquer espécie de conceito que rebata objecções em meio inóspito...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Amor: tão complexo como outrora!

Isto é complexo! Emoções a versar ideias sem nexo e em turbilhões, são o acesso a sentimentos sem orgulho que no entulho de passado buscam réstia da visão que outrora tinha, antes de menosprezar tudo o que como missão vinha. Me entretinha a satisfação altruísta ao ver outros conseguir, enquanto eu sem pistas, não sei o que fazer a seguir, ao perseguir as ambições que almejo, tudo o que vejo não desejo que me trave os passos, mas são compassos de marasmo da minha própria miasma, o sarcasmo que me protege do ego que se pasma. Reúno forças pra me libertar de mim, quando quem amo sinto a fugir e morro de medo do fim. Choro a pensar, tento improvar tudo o que sou, não executo! Escuto tudo à minha volta sobretudo os avisos. Serenamente se esgota o amor, porque no fim são só sorrisos de pena. Não me conformo com esta ideia e conjecturas em cadeia estão de volta à minha mente. No presente penso no que fiz atrás, continuo apaixonado, mas não garantes que estás, prometo hoje que estarás no futuro, quando derrotar o muro que me prende a ambição que outrora tinha. A visão que ilumina este momento é tão forte que tenho de proteger os olhos de todos os sonhos verdadeiros que irei realizar em breve. Sinto a morte mais perto, sigo a sorte que se atreve a vir primeiro e juro-te solenemente que já tenho um mealheiro, vou amealhar angustia pra poupar a que sinto neste momento. Guardarei para mais tarde se for eu sem ti entre os demais, não me imagino nesse mundo. O que sinto é tão profundo que a raiz deste problema é um emblema que supera o meu dilema. Juro aki a mim mesmo, que um sismo percorreu o meu corpo, foi um abalo supremo, agora sopro para que esperes mais um pouco minha amante, sairei do meu sufoco num instante e doravante tomarei iniciativa, não como prometi outrora, porque só agora percebo quão incisiva será a consequência da minha inércia. Dada a circunstância, lutarei mais que nunca por este amor, porque sei que é um corredor cheio de portas e que distancias perdem a chave das mais honestas respostas. Alimento este amor há muito tempo e a tempo inteiro, continuo a sentir cada dia como primeiro...

NOTA: brainstorm integralmente dedicado ao "the lovely couple" e ao insustentável amor visceral que as pessoas sentem por outras, e que depois surge uma inquietude desmedida por saberem que não estão a corresponder às expectativas... sorry:(i´ll improve)!!

(E atenção que eu tive neste brainstorming até agora que são quatro da matina, a hora que o blogger registou foi quando começou)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

sinto-me


sinto-me triste deprimido vagabundo
sinto-me num submundo irreal, sinto-me mal
sinto menosprezo por tudo o que não prezo
sinto-me preso a esta vida como o comum mortal
situações me encruzilham em mim
sinto-me assim, um brilho ténue, fogo em busca de alimento
neste momento tento sentir em sons, calor humano
espalho em tons tudo o que emano, sento-me e relaxo

Foto: Rakel em Marvão

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

lusco fusco


...chegou a estrela da manhã
lenta se ergue da sombra
na sonolenta penumbra
que se aconchega
ante a luz que se aproxima
ilumina, faz jus ao nascimento
da noite até ao dia
apenas passou um momento...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

aki se deambula


Sei que vim aki falar de mim, eventualmente tem este fim tudo o que escrevo... retrocedo a uma perene saudade, da tempestade mental que me assalta! Num vendaval de pensamentos controversos saltam-me frases da tola, como lebres de uma cartola mágica, fabricada pela trágica inspiração desta Vida a propagar-se, existe até à extinção, neste Universo, em que converso com cada verso que aki trago, sento-me e bebo um trago da sabedoria alheia, qualquer ideia plausível, é mais um nível, um patamar da extensa aldeia global, de pensamentos. Do meu esgoto lírico emano parcos argumentos, como já tinha dito, por cada silaba que colo, cintila um brilho nos meus olhos de todos os sonhos que vislumbro quando acordo. Durmo um pouco aki , não espero a morte, terei sorte de encontrá-la no caminho, sozinho e acompanhado por tantos perco-me em entre tantos, lugares sombrios da memória que fazem avançar a história, lugares vazios reservados à escapatória deste labirinto efémero. Tudo o que sinto, um eterno ciclo vicioso, um preguiçoso a arrancar rimas como um tolo, ambicioso por um final feliz, de novo escapa por um triz, não há um porto seguro neste futuro incerto. Sinto que perto existem forças ocultas, fases como as da lua que provocam as marés e através de inúmeros astros iluminam-se fotões, tudo isto influencia as minhas observações. Conclusões nem levo a sério, não compreendo o segredo que encerra este mistério...

domingo, 29 de novembro de 2009

contos


...conto com o que me contam
como contam com o que conto
mas quem conta um conto
acrescenta um ponto
retira uns poucos
e repõe com ilusões
contos de reis
ambíguos corações
sentem inspirações
mas não sou eu que os inspiro
tudo o que expiro
asfixia os seus desejos
vejo-os como quimeras
meras luzes primitivas
fracas imaginativas
caem como pernas fracas
nunca servirão de pontes
pra acreditar n'algo contes...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

claro como breu


...No cerrado negrume,
o frio que corta como um gume,
aponta ao vasto silêncio que ao horizonte se estende.
Distante, ao fundo, há um monte,
e nele uma luz serena, sinto,
entendo que me acena,
nela foco o pensamento, é um templo!
Relaxo enquanto contemplo,
o brilho ao longo do firmamento,
tudo o que um olhar alcança,
clareza na escuridão,
como uma dança antagónica que emparelha a perfeição...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

sorte de conhecimento


...Permito que a sorte passe a meu lado, demasiado preocupado a reclamar que não a mereço. No fútil teço um padrão de desejos com os despojos de ideias guardadas, das expectativas goradas pelas acções. De ilusões vive em segredo a alegria, com a esperança de um dia, fazer desaparecer o medo, que incita a Vida! É medida em valores quantitativos, mas qualidades da memória é que garantem a seres vivos não ser esquecidos quando padecem. Permanecem em nós conhecimentos, sentimentos que o tempo acumulou em epístolas e partilhou entre os entes que as compreendem...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

in and out


um sorriso gigante, desceu do céu
caiu no meu imaginário paraíso
um improviso num semblante
garantia de um instinto primitivo

ser vivo, consciente
que vagueia no presente
atento ao fogo que se ateia
na inspiração que ressente
a falta de qualquer ideia

pensamento preguiçoso
não pretende ser banal
mas há um "cariz tendencioso
no julgamento imparcial"


Nota: o que está entre aspas é de uma musica dos TERRAKOTA

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

vida a prazo


sorte, mero eufemismo do acaso
morte, um prazo incerto
fim, na meta em concreto
o norte perto do abismo
que o destino acarreta
quando acerta na via
guia até um futuro
o passado, um sussurro
o presente manisfesta
resta à sorte, o acaso
reter fracções de vida
antes que finde o prazo

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

abraço espontâneo


como daria
tudo, se um dia
recebo esse abraço
que acabo de pedir
se existir, tua vontade
ao ter saudade de mim
este carente apaixonado
amante de ser tocado
abraça-me eternamente
como quem sente o embalo
espontâneamente é o amor
um abraço a celebrá-lo

sexta-feira, 31 de julho de 2009

ligações fortes


nem de perto nem de longe cheguei ao meu destino
tantas pedras no caminho são fumadas em vão
nunca perderei o tino, agarrado ao coração
enganado pelo que amo, tenho em consideração
sou um recurso insuficiente, vivo em vão
sinto que te perdi quando não te sinto
se é sentido o que penso, já morri
desapareci do meio, isolei-me numa gruta
ligações sentimentais, sinto em disputa
cristais são o que encontrei, ou ilusões
confortos superficiais como emoções
momentaneos gestos despoletam sensações
de que um apocalipse chegará
não sei de onde vim onde estou, mas vou pra lá
procurar satisfação naquela paz
onde não há falsidade, só altruísmo
onde a felicidade actua a um passo do abismo
onde vivem todas as ligações fortes
onde amor encontrarás porque te esforçes
entre mortes sentimentos sobrevivem
à espera que seres da alma os reanimem